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O juiz federal americano James Cohn declarou foragido o ex-executivo do UBS, o maior banco suíço, que está sendo investigado junto com outros ex-diretores da instituição por uma gigantesca fraude à Receita dos EUA, informou a procuradoria federal, em Miami, nesta terça-feira.

De acordo com o juiz Cohn, o acusado Raoul Weil "é um foragido da Justiça americana". O texto ordena que seu nome "seja removido dos casos pendentes de resolução" e somado à lista indivíduos fugitivos.

Em novembro, os Estados Unidos acusaram Weil formalmente. Entre 2002 e 2007, ele supervisionou o departamento exterior do banco UBS, que conta com cerca de 20.000 clientes americanos que teriam sonegado mais de 20 bilhões de dólares do Fisco.

A Justiça iniciou investigação federal sobre o UBS, após obter provas de que diretores do banco ofereciam a americanos ricos a possibilidade de abrir contas no exterior que lhes permitiam omitir lucros milionários e sonegar impostos.

Antes da investigação sobre Weil, o banqueiro americano Bradley Birkenfeld, que também era executivo do UBS, declarou-se culpado em junho.

Birkenfeld, que desde então colabora com a Justiça americana, reconheceu que, entre 2001 e 2006, fazia contatos nos EUA para ajudar milionários a esconder seus ativos no exterior e burlar o Fisco.

jco/tt

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