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A nova crise energética na Europa, provocada pela divergência entre a Rússia e a Ucrânia, deve acelerar os projetos de diversificação de fontes de gás e de petróleo do bloco econômico. Desde a crise de 2006, a União Europeia desenvolve estudos de segurança energética que visam a aumentar a autonomia do continente em relação ao combustível russo.

Mesmo países da Europa Ocidental menos dependentes, como Itália, França e Alemanha, usam entre 20% e 30% do gás da Gazprom.

"Nossa política de diversificação segue. Queremos continuar a trabalhar com nossos parceiros russos e ucranianos, mas desde que em condições estáveis, estabelecidas em contrato", diz o porta-voz de Energia da Comissão Europeia, Ferran Taradellas.

Entre as alternativas da UE estão o aumento da demanda da Noruega, da Holanda e da Argélia e a construção do gasoduto Nabucco, que ligará o Mar Cáspio e a Europa Central. A obra é defendida em especial por países bálticos - Lituânia, Estônia e Letônia -, que importam da Rússia 100% de gás que consomem. Alemanha, Itália e França, menos dependentes, mantêm relações melhores com a Gazprom. Os críticos ao Projeto Nabucco alertam ainda que os parceiros desta alternativa, como o Irã e o Azerbaijão, são regiões tão ou mais instáveis do que o Leste Europeu.

A construção de quaisquer outros gasodutos levaria vários anos, além de exigir grandes investimentos, especialmente se optarem por não atravessas a Ucrânia. Um projeto defendido pela Rússia, porém sem previsão de implantação, é o Nord Stream, um duto que atravessa o Mar Báltico ligando as cidades de Vyborg, na Rússia, com Greifswald, na Alemanha - um trajeto de cerca de 1,2 mil quilômetros.

As críticas ao projeto afirmam que esse duto apenas tornaria os europeus mais dependentes de gás proveniente da Rússia. Entretanto, o ministro da economia alemão, Michael Glos, afirmou esta semana que "se o Nord Stream estivesse pronto, o fornecimento para a Alemanha estaria mais assegurado".

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