Tamanho do texto

Estrasburgo (França), 21 out (EFE).- O Parlamento Europeu (PE) pediu hoje maior incentivo ao comércio entre Europa e América Latina através da criação de uma "zona de associação interregional", que permita a ambas partes beneficiarem-se dos intercâmbios e de uma situação mais justa.

Estrasburgo (França), 21 out (EFE).- O Parlamento Europeu (PE) pediu hoje maior incentivo ao comércio entre Europa e América Latina através da criação de uma "zona de associação interregional", que permita a ambas partes beneficiarem-se dos intercâmbios e de uma situação mais justa. Os eurodeputados apoiaram com 414 votos a favor e 76 contra um relatório não vinculativo no qual apóiam as negociações comerciais em curso entre a União Europeia (UE) e os países latino-americanos e no qual expressam satisfação pelos avanços conquistados recentemente. Ao mesmo tempo, a Eurocâmara insiste em que "todos os países têm direito de estabelecer os mecanismos necessários para defender sua segurança alimentar e garantir a sobrevivência e o desenvolvimento dos pequenos e médios produtores de alimentos". Lamenta, no entanto, as "medidas protecionistas adotadas durante a crise financeira por determinados países da América Latina, especialmente a Argentina", a quem exige que coloque fim às barreiras tarifárias aos produtos alimentícios. Os parlamentares insistem na importância de um acordo de associação UE-Mercosul, que constituiria "no acordo birregional mais ambicioso do mundo". Pedem, por isso, alcançar um "resultado equilibrado" nas questões relacionadas com a agricultura, "um dos temas mais sensíveis nas negociações". Por exemplo, o PE ressalta a necessidade de uma avaliação prévia do aumento do volume das exportações de carne à Europa que o acordo com Mercosul teria, lembrando que esses produtos são mais baratos "por causa do menor rigor das normas sanitárias, ambientais e sociais que regem a produção". Ao mesmo tempo, a câmara reconhece "alguns casos de más práticas por parte de empresas que desenvolvem atividades na América Latina, com episódios de deterioração do meio ambiente, exploração dos trabalhadores e graves violações dos direitos humanos". Nesse sentido lembra que "a União Europeia em seu conjunto e as empresas com sede na UE que desenvolvem atividades na América Latina deveriam servir de modelo de comportamento sociolaboral e meio ambiental, em um marco de transparência e respeito aos direitos humanos que garanta a proteção de todos os atores". Mais uma vez, os eurodeputados se mostraram a favor de incluir cláusulas relativas ao respeito aos direitos fundamentais em todos os acordos comerciais da Europa com terceiros países ou blocos regionais. A União Europeia é o segundo parceiro comercial mais importante da América Latina e o primeiro do Mercosul e do Chile. Entre 1999 e 2008, os volumes comerciais entre a UE e América Latina duplicaram. As importações alcançaram 96,140 bilhões de euros e as exportações 76,810 bilhões de euros. EFE mvs/dm

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.