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Várias empresas americanas importantes anunciaram nesta segunda-feira que planejam demitir dezenas de milhares de funcionários, para se preparar para um 2009 que, em seu primeiro mês, se apresenta repleto de más notícias.

Ao iniciar uma entrevista coletiva, o presidente, Barack Obama, falou sobre os planos de reestruturação anunciados nos últimos dias, indicando que as medidas em questão afetam as vidas de pessoas de carne e osso "cujas famílias e cujos sonhos foram interrompidos".

Obama prometeu "agir com urgência" para conseguir a aprovação do plano de reativação econômica.

"Estou impaciente para firmar um plano de recuperação e reinvestimento que colocará milhões de americanos de volta no caminho do emprego, lançando as bases para uma reativação duradoura", afirmou.

Todos os setores da maior economia mundial já acusam o golpe dos milhares de postos de trabalho eliminados desde o início da crise.

As medidas mais drásticas neste sentido foram anunciadas nesta segunda-feira pela indústria de maquinaria de construção Caterpillar, que cortará 20.000 empregos em todo o mundo - o que equivale a 18% de seu quadro de funcionários.

De acordo com dirigentes da empresa, o corte tornou-se uma necessidade para que a empresa consiga sobreviver ao "ano mais fraco do pós-guerra".

No setor farmacêutico, o laboratório Pfizer informou primeiro sobre a compra do concorrente Wyeth, para em seguida comunicar a demissão de 10% de seus empregados até 2011, com o objetivo de economizar 2 bilhões de dólares. Com a fusão, a Pfizer passa a ter 137.000 funcionários em todo o mundo.

Já a operadora de telecomunicações Sprint Nextel apresentou, nesta segunda-feira, um plano de reestruturação que prevê a eliminação de 8.000 postos (14% de seu efetivo total), cuja meta é alcançar "uma estrutura de custos competitiva, além de se manter financeiramente saudável neste ambiente econômico difícil".

Constatando uma queda brutal de suas vendas, diretamente afetadas pela crise do setor imobiliário, a rede de material de construção, móveis e produtos para casa e jardim Home Depot anunciou que precisará demitir 7.000 empregados (2% de seu quadro).

Os cortes decididos por Caterpillar, Sprint Nextel e Home Depot nesta segunda-feira devem começar a se concretizar antes do fim de março.

A montadora General Motors, atualmente acompanhada de perto pelas autoridades americanas - que injetaram 4 bilhões de dólares em seu esvaziado cofre em dezembro -, planeja suprimir 2.000 empregos, em conseqüência da paralisação técnica imposta a várias de suas fábricas na América do Norte nos últimos meses.

Na última quinta-feira foi a vez da gigante do software Microsoft dar as más notícias, com a eliminação de 5.000 postos de trabalho ao longo dos próximos 18 meses - 1.400 deles, imediatamente.

Também na semana passada, a lendária fabricante de motocicletas Harley-Davidson indicou a demissão de 1.100 funcionários em dois anos.

Cerca de 600.000 novos desempregados solicitaram auxílio do governo na semana encerrada em 17 de janeiro, enquanto a taxa de desemprego nos Estados Unidos atinge seu nível mais baixo em 16 anos, com 7,2% da população economicamente ativa fora do mercado de trabalho.

Todas as empresas que nesta segunda-feira anunciaram demissões justificaram a decisão devido à extrema deterioração da economia e a desanimadoras perspectivas para 2009. A Caterpillar, por exemplo, indicou uma queda de 20% nas vendas anuais.

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