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WASHINGTON (Reuters) - A economia dos Estados Unidos perdeu 11 mil postos de trabalho em novembro, número menor que o esperado que representa o menor declínio desde o começo da recessão em dezembro de 2007. Os dados do governo divulgados nesta sexta-feira sugerem que a deterioração do mercado de trabalho do país está em sua fase final.

O Departamento de Trabalho disse que a taxa de desemprego caiu para 10 por cento, de 10,2 por cento em outubro, que era mais alta em 26 anos e meio. O governo revisou as perdas de emprego em setembro e outubro para mostrar que foram cortados 159 mil menos postos de trabalho do que o anteriormente reportado.

Analistas ouvidos pela Reuters esperavam que houvesse uma queda de 130 mil empregos no mês passado e que a taxa de desemprego se mantivesse em 10,2 por cento.

Os dados devem tirar um pouco da pressão sobre o presidente norte-americano Barack Obama, um dia após ele ter apelado para que o setor corporativo se junte aos esforços do governo para criar empregos.

Embora a economia dos EUA tenha voltado a crescer após quatro trimestres seguidos de contração, há a preocupação de que a fraqueza do mercado de trabalho impeça a economia de se tornar auto-sustentável. São os pacotes do governo que estão conduzindo, em grande parte, a recuperação da pior recessão em 70 anos.

Desde dezembro de 2007, quando a economia entrou em recessão, 7,2 milhões de empregos foram perdidos, informou o Departamento do Trabalho. Mas o ritmo das demissões diminuiu muito em relação ao início deste ano. Analistas acreditam que o mercado de trabalho pode estar perto de uma retomada, com a probabilidade de aumento das vagas no começo de 2010.

O dado de novembro foi o melhor desde dezembro de 2007, quando o número de empregos aumentou em 120 mil.

A melhora no mercado de trabalho no mês passado teve uma base ampla, com quatro setores, incluindo o governo, adicionando postos de trabalho. Os empregos na indústria caíram 41 mil após diminuírem em 51 mil em outubro. O setor de construção cortou 27 mil empregos, enquanto o setor de serviços acrescentou 58 mil trabalhadores.

Os serviços profissionais e empresariais adicionaram 86 mil empregos, enquanto os serviços de educação e a saúde aumentaram 40 mil postos de trabalho. Trabalhos de auxílio temporário geraram 52,4 mil empregos.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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