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Os Estados Unidos perderam 598.000 empregos em janeiro, o mês que mais destruiu vagas desde dezembro de 1974, e um dos piores da história recente americana, segundo dados oficiais corrigidos pelas variações sazonais publicados nesta sexta-feira.

A queda da mão de obra empregada (sem contar o setor agrícola) anunciada pelo departamento de Trabalho foi bem maior que o esperado pelos analistas: 580.000 demissões.

O ministério também revisou em forte alta sua estimativa de perda de empregos em dezembro, para 577.000, em vez dos 524.000 anunciados há um mês.

Com isso, a taxa de desemprego subiu 0,4% em relação a seu nível estimado no mês anterior, ficando em 7,6% em janeiro, seu patamar mais elevado desde setembro de 1992.

"Desde o início da recessão em dezembro de 2007, as perdas de emprego atingiram 3,6 milhões, a metade delas nos três últimos meses", escreveu o ministério.

"O mercado de trabalho continuou enfraquecendo de forma espetacular em janeiro", continuou.

Todos os setores da economia foram atingidos pela baixa, exceto o da educação e dos cuidados de saúde (como há vários meses) que criaram 54.000 empregos, e do setor público, com mais 6.000.

Setor afetado há dois anos, a indústria perdeu 319.000 empregos, depois de ter cortado 250.000 no mês anterior. Os principais ramos do setor foram atingidos pelas demissões em grande escala, segundo o ministério (111.000 na construção, 207.000 na indústria manufatureira).

O setor terciário, que emprega cerca de 85% da mão de obra não agrícola perdeu 279.000 postos de trabalho, e quase 327.000 em dezembro.

O número de desempregados nos EUA era de 11,6 milhões, na contagem oficial do ministério. A isto soma-se mais 5,8 milhões de pessoas que dizem querer encontrar um emprego, mas não são contabilizadas na população economicamente ativa por motivos diversos.

O número de desempregados há mais tempo (27 semanas ou mais) era de 2,6 milhões, ou seja, como no mês anterior, mas duas vezes mais importante do que há um ano. Por outro lado, 7,8 milhões de pessoas são obrigadas a trabalhar meio período contra sua vontade devido à conjuntura econômica (ou seja 70% a mais do que um ano antes).

De acordo com dados publicados na quinta-feira pelo ministério, os EUA contavam 4,788 milhões de desempregados indenizados em 24 de janeiro, ou seja, o maior número já registrado desde o início da publicação desta estatística em 1967.

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