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La Paz, 5 out (EFE) - A estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) pediu à Petrobras mais de cinco milhões de litros de gasóleo por mês para garantir o abastecimento em várias regiões do país, informou hoje a imprensa.

Fontes da YPFB asseguraram ao jornal "El Deber" que a Petrobras não vende combustível à estatal através da cidade fronteiriça de Puerto Suárez, na região de Santa Cruz, leste do país, há um mês meio devido aos conflitos sociais.

Algumas zonas nos departamentos de Santa Cruz, Beni e Pando ainda não se recuperaram totalmente do desabastecimento de gasóleo e gás liquefeito de petróleo (GLP) que sofreram há um mês devido à onda de protestos e conflitos vivida pela Bolívia.

No entanto, o gerente nacional de Comercialização da YPFB, Rodrigo Carrasco, afirmou que, a partir desta terça-feira, o abastecimento de gasóleo será normalizado no departamento de Santa Cruz, enquanto em Beni e Pando isso só ocorrerá na quinta-feira.

Os maiores problemas de abastecimento, segundo a YPFB, são registrados nas localidades amazônicas de Guayaramerín e Riberalta, no departamento de Beni.

Além disso, Carrasco afirmou que as negociações com a Petrobras "estão encaminhadas" e que esta semana fecharão um acordo para que a brasileira envie gás à Bolívia até dezembro, assinalou o jornal.

Em outubro, chegarão a Santa Cruz mais de dez milhões de litros de combustível procedentes da petrolífera brasileira, informou o diretor.

O bloqueio de estradas e os protestos realizados por grupos opositores no leste e sul da Bolívia provocou uma grave crise de abastecimento energético em pelo menos quatro regiões do país.

Os protestos incluíram ataques contra gasodutos e refinarias do sul boliviano que chegaram a afetar o fornecimento de gás natural ao Brasil e à Argentina. EFE lav/db

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