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Governador da Bahia defende ações específicas para Estados do Norte e Nordeste

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), defendeu nesta quarta-feira (3) que a política industrial do governo federal, anunciada na véspera, inclua benefícios específicos para os Estados do Norte e do Nordeste.

Wagner disse que irá conversar com a presidenta Dilma Rousseff a respeito e que também buscará mobilizar governadores em torno do pleito.

O Planalto anunciou nesta terça-feira (2) o plano Brasil Maior , nova política de estímulo a investimentos e de proteção ao setor produtivo contra efeitos do real valorizado. As medidas pressupõem renúncia fiscal de R$ 24,5 bilhões até o final de 2012 , e incluem desonerações das folhas de pagamento, investimentos e exportações, incentivos à inovação e à  aquisição de produtos nacionais em compras governamentais.

O governador da Bahia diz que a política deve incluir medidas tributárias para eliminar a chamada guerra fiscal , a concorrência predatória entre Estados por investimentos. “Está correto aumentar conteúdo nacional e de inovação, (mas) está faltando a terceira perna, que é aumentar o conteúdo de equilíbrio regional numa política nacional de desenvolvimento regional, que seria colocar algum ‘plus’ para essas regiões (Norte e Nordeste)”, afirmou.

Para Wagner, medidas adicionais para essas regiões são necessárias porque setores mais beneficiados pela nova política - como móveis, calçados, confecções e softwares, que terão desoneração da folha de pagamento - já se concentram no eixo Sul-Sudeste.

“É uma ponderação absolutamente razoável. O governo federal não gosta, nem nenhum de nós governadores gostamos da guerra fiscal. Perde o Estado, perde a economia, é uma confusão nessa competitividade, e é muito ruim para nós, governadores”, disse.

Mais cedo, ao falar em abertura de evento de comércio exterior organizado pelo governo federal na capital baiana, Wagner também citara o tema, porém em tom mais duro. Citou a necessidade da política de desenvolvimento regional como forma de “sair dessa maldita guerra fiscal que não faz bem a ninguém”.

Em entrevista, o petista disse, no entanto, que não pretende fazer cavalo de batalha em torno do pleito. “Meu estilo é diferente, sou mais da conversa do que do espalhafato. Vou chamar os outros governadores para isso, mas não sou muito favorável, na relação entre entes federativos, à publicização exagerada, senão parece que é um contra outro. Acho que presidente a gente não cobra, a gente sugere”, contemporizou.

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