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Bruxelas, 10 mai (EFE).- A ministra de Finanças espanhola, Elena Salgado, assegurou na madrugada deste domingo para segunda-feira (horário europeu) que as "circunstâncias excepcionais" às quais a zona do euro enfrenta aconselhavam a aceleração da consolidação fiscal na Espanha.

Bruxelas, 10 mai (EFE).- A ministra de Finanças espanhola, Elena Salgado, assegurou na madrugada deste domingo para segunda-feira (horário europeu) que as "circunstâncias excepcionais" às quais a zona do euro enfrenta aconselhavam a aceleração da consolidação fiscal na Espanha. Em entrevista coletiva, a ministra explicou que o anúncio de uma maior redução do déficit em 2010 e 2011, anunciado este domingo pelo Governo espanhol, "não é adicional" à consolidação já prevista para o período 2010-2013, mas significa antecipar o esforço para os dois primeiros anos. Além da Espanha, Portugal também anunciou neste domingo aos parceiros europeus que aumentará seu esforço de ajuste fiscal. Ambos os países consideram que o anúncio contribuirá para tranquilizar os investidores e para relaxar a tensão que suas emissões de bônus nos mercados de dívida experimentaram recentemente. Elena recusou dar detalhes sobre as medidas que o Governo prepara para baixar ainda mais o déficit e anunciou que será o presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, que explicará na próxima quarta-feira no Congresso de Deputados o conteúdo. O plano consiste em uma redução adicional de 0,5 ponto percentual em 2010, que se acrescenta ao 0,5% suplementar estipulado em março, e de um ponto percentual adicional para 2011. Elena lembrou que na sexta-feira passada todos os líderes constataram que a zona do euro atravessava circunstâncias excepcionais que pediam respostas excepcionais, e todos se comprometeram a acelerar a consolidação fiscal. A ministra rejeitou, no entanto, a previsão de que a economia voltará a cair no terceiro trimestre deste ano. "Não está em nossas previsões que o terceiro trimestre tenha resultado negativo; sempre acreditamos que o efeito do aumento do IVA será limitado", assegurou. EFE jms-rcf/ma

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