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A União Europeia (UE) abandonou de vez o discurso em favor dos pacotes de estímulo. Depois dos cortes fiscais na Grécia, em Portugal, na França e, em breve, no Reino Unido, a Espanha anunciou ontem o aprofundamento de seu pacote de corte de gastos públicos no valor de ¿ 15 bilhões até 2011.

A União Europeia (UE) abandonou de vez o discurso em favor dos pacotes de estímulo. Depois dos cortes fiscais na Grécia, em Portugal, na França e, em breve, no Reino Unido, a Espanha anunciou ontem o aprofundamento de seu pacote de corte de gastos públicos no valor de ¿ 15 bilhões até 2011. Para chegar à cifra, o governo de José Rodriguez Zapatero propôs ao Congresso nove medidas, entre as quais a redução dos salários do funcionalismo público em 5% a partir de junho e seu congelamento até o ano que vem. Reajustes de aposentadorias com valor mais elevado também foram suspensos. Membros do governo terão seus vencimentos reduzidos em 15%. Os investimentos públicos também sofrerão com o programa de austeridade, e serão reduzidos em ¿ 6 bilhões no biênio. "O governo tem a intenção de acelerar o plano de redução do déficit. Nosso processo de redução do déficit, necessário e imprescindível, tem de vir acompanhado de crescimento econômico", ponderou Zapatero, reiterando a intenção de reduzir a 3% o déficit em 2013, mas de crescer ao ritmo de 1,8% em 2011. Em Bruxelas, onde o projeto de Zapatero foi elogiado, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, apresentou uma lista de medidas para aprimorar o controle sobre o cumprimento do Pacto de Estabilidade, que prevê déficit fiscal máximo de 3%. Entre as medidas, duas ganham destaque: a proposta controversa de que os orçamentos nacionais sejam submetidos à apreciação de Bruxelas antes de serem aprovados pelos Congressos locais, e o corte das subvenções para países reincidentes no endividamento excessivo.

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