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O gigante sueco Ericsson comunicou nesta quarta-feira que seu balanço financeiro é sólido, mas anunciou a demissão de 5.000 empregos em todo o mundo para se antecipar aos efeitos da crise e manter sua liderança no setor da telefonia móvel.

A quinta parte das missões afetará a fábrica que a Ericsson tem em Estocolmo, segundo um comunicado. Um porta-voz constatado pela AFP se negou a revelar mais detalhes sobre este novo plano de reestruturação.

A Ericcson, que contava com 78.750 empregados, dos quais 20.150 na Suécia, no final de 2008, cortou 4.000 empregos ano passado.

Com estas novas demissões, que a companhia calcula entre 555 e 650 milhões de euros, a Ericsson espera poder economizar 927 milhões de euros a partir do segundo semestre de 2010.

No último trimestre, o lucro líquido da empresa sueca caiu 30%, a quase 375 milhões de euros, sobre um faturamento de 6,13 bilhões de euros, 23% a mais com relação ao mesmo período de 2007.

O presidente do grupo, Carl-Henric Svanberg, negou em entrevista à imprensa que a companhia esteja utilizando como argumento a atual crise para demitir trabalhadores e aumentar assim os lucros do grupo, apelando para a grande concorrência existente no setor.

"Nossa atividade quase não foi afetada pela crise, mas seria errado pensar que nada vai acontecer no decorrer de 2009", afirmou.

"Nada é fácil nesta indústria. Todo dia temos de lutar para ser eficaz e assegurar que nos mantenhamos na posição de líder", acrescentou.

Dt/lm

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