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O governo continua a contar com a existência de pelo menos dois consórcios para disputar o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, mesmo depois da desistência do grupo formado pela Odebrecht e Camargo Corrêa. Até o momento, só é conhecido o interesse do grupo liderado pela construtora Andrade Gutierrez.

O governo continua a contar com a existência de pelo menos dois consórcios para disputar o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, mesmo depois da desistência do grupo formado pela Odebrecht e Camargo Corrêa. Até o momento, só é conhecido o interesse do grupo liderado pela construtora Andrade Gutierrez. "A Eletronorte abriu a inscrição para os interessados e um número bastante significativo de interessados pulverizados se candidatou. A tendência é a de eles se agruparem e formarem um ou dois novos consórcios, além daquele que já está formado", disse à Agência Estado o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, após participar de um debate na Rede Vida sobre a construção da usina no Rio Xingu (PA).<p><p>Na avaliação de Tolmasquim, as empresas que se inscreveram isoladamente já entraram com a perspectiva de formarem grupos entre si. "Agora formará mais um grupo, ou dois. No total, pode até haver a formação de três grupos, mas o mais provável é vermos dois", previu o presidente da EPE. Ele explicou que a Eletronorte recebeu os interessados e que agora discutirá com esses grupos a respeito da formação de mais um ou dois consórcios. "É preciso ver como vai ser feito o casamento. Já estava previsto desta forma, nada mudou", afirmou.<p><p>Tolmasquim enfatizou que o processo está ocorrendo normalmente para o leilão que será realizado no próximo dia 20 e descartou a possibilidade de o governo pressionar para a existência de mais de um consórcio na disputa, para não ficar frágil politicamente. "Não existe pressão nenhuma. Mas que pressão que pode ter? Ninguém forma grupos por pressão. Ou se tem interesse ou não se tem. Como é que se pressiona? Eles se inscreveram lá com a Eletronorte", argumentou.<p><p>Para o presidente da EPE a desistência do grupo formado pela Camargo Corrêa foi avaliada como algo "natural". "O grupo resolveu participar do leilão como empreiteira e não como investidor, mas isso não altera nada no processo." Isso porque, segundo ele, a tradição dessas empresas é a de construir usinas, e não necessariamente investir nelas. "Elas estão interessadas em participar, mas como empreiteiras. Portanto, poderão a vir participar do leilão como empreiteiras, para construir a obra e não para colocar capital", finalizou.
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