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Funcionários avaliam hoje proposta com alterações na forma de compensação dos dias parados

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Sem receber os salários do mês de maio, que deveriam ter sido pagos ontem, funcionários da Volkswagen do Paraná, em greve há 34 dias, avaliam hoje proposta com alterações na forma de compensação dos dias parados, mas sem mudanças no valor a ser pago como primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) - motivo da greve.

No período, deixaram de ser produzidos mais de 20 mil veículos Fox, CrossFox e Golf, contabilizando perda de mais de R$ 800 milhões, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba. A greve afetou também outros 20 mil trabalhadores de empresas terceirizadas e fornecedores. Vários estão em férias coletivas. Empresa e sindicato se reuniram ontem, mas o encontro se estendeu até a noite.

Os metalúrgicos pediam R$ 12 mil de PLR, com a metade a ser paga imediatamente e a segunda parcela no fim do ano. A Volkswagen ofereceu inicialmente uma parcela de R$ 4,6 mil - depois subiu para R$ 5,2 mil - e negociação posterior para a segunda parcela, com valores atrelados a cumprimento de metas de produção.

Honda

Em Sumaré (SP), a Honda e o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região chegaram a um acordo ontem no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Serão mantidas as 800 vagas consideradas ociosas pela empresa - que enfrenta falta de peças importadas do Japão - e um pacote de benefícios para os 400 demitidos no mês passado.

A Honda concordou em adotar regime de rodízio de licença remunerada para 800 trabalhadores da linha produção alternadamente, até dezembro de 2011. Também ofereceu um pacote aos demitidos com seis meses de convênio médico, três cestas básicas e consultoria para recolocação profissional e salários adicionais ao previsto em lei.

"O ideal era reintegrar os demitidos, mas foi positivo o fato de garantirmos a permanência de 800 trabalhadores, pois a empresa queria demitir 1.200 pessoas", disse o presidente do sindicato, Jair dos Santos. A Honda retoma hoje a produção, parada desde 12 de maio por greve e depois por férias coletivas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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