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Apesar da forte queda em maio, montadoras japonesas estão se recuperando mais rápido que o esperado

 As vendas de carros no Japão caíram em um terço em maio, para o pior nível para o mês desde 1968, em meio ao esforço das montadoras do país para se recuperarem do terremoto em março que foi seguido por tsunami e crise nuclear.

Enquanto isso, rivais sul-coreanas continuaram a ganhar terreno, com a Hyundai Motor e a afiliada Kia Motors registrando crescimento de dois dígitos em vendas puxadas por demanda sólida de novos modelos.

Apesar da nona queda mensal consecutiva nas vendas de veículos novos, as montadoras japonesas estão se recuperando mais rápido que o esperado, com a líder de mercado Toyota prevendo que sua produção vai retornar neste mês a 90% do nível anterior ao terremoto de março.

Ainda assim, a produção em 2012 pode ser de quase 1 milhão de veículos a menos do que a Toyota planejava fabricar no início do ano. A produção perdida até o final de maio foi de 900 mil carros.

Nissan e Honda também afirmaram que estão trabalhando para retomar a produção assim que possível, provavelmente durante o terceiro trimestre fiscal de outubro a dezembro.

"O terremoto jogou água fria no consumo no Japão", disse Michiro Saito, gerente geral da Associação de Concessionários de Automóveis do Japão, nesta quarta-feira. "A produção vai retornar ao normal a partir de junho e isso pode incentivar as vendas."

As vendas de veículos, excluindo as de minicarros de 660 cilindradas no Japão, caíram 37,8% em maio sobre um ano antes, para 142.154 unidades. A Toyota liderou a queda, com um tombo de 56,6%.

Incluindo as vendas dos miniveículos, as vendas de carros novos no terceiro maior mercado do mundo caíram 33,4% em maio, para 237.364 unidades.

Enquanto isso, a Hyundai viu suas vendas subirem 13,6% no mês passado enquanto a Kia registrou avanço de 22%, com um salto em vendas internacionais ajudando a compensar queda na Coreia do Sul.

Na Índia, as vendas de veículos subiram 13% em abril ante um ano antes, para 162.825 unidades, ritmo mais lento em quase dois anos.

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