Tamanho do texto

Empresas têm forte atuação em regiões diferentes do mundo, o que faz com que a fusão das operações seja vantajosa

A possível aquisição da SABMiller pela AB InBev, a controladora da AmBev na Brasil, causou grande repercussão em vários países na quinta-feira . O acordo, que foi antecipado pelo colunista Guilherme Barros, do iG , uniria as duas maiores cervejarias do mundo e mostra que a ousadia dos empresários brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, que controlam AB Inbev, é ainda maior do que alguns acreditavam ser, apesar do histórico de engenhosas transações do trio de investidores.

Desde que compraram a Brahma, no Brasil, os empresários costuraram grandes negócios, que causaram a mesma surpresa na época em que foram anunciados. O primeiro deles foi a aquisição da Antarctica, arqui-rival da Brahma. Depois a fusão com a belga Interbrew e mais recentemente a união com a Anheuser-Busch, nos EUA, dona da marca Budweiser, considerada um ícone americano.

Com a aquisição da SABMiller, a AB InBev passaria a controlar cerca de 30% do mercado mundial. Juntas, as duas empresas iriam faturar mais de US$ 64 bilhões por ano.

A AB InBev e a SABMiller são complementares mundialmente. Somente na China e nos Estados Unidos poderá haver sobreposição de negócios.

Veja as presenças da AB InBev e da SABMiller no mundo: