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TVs locais e internacionais expões casos de sucesso; Coral tem campanha sobre restauração de fachadas

A exposição de casos de sucesso na TV vem se tornando uma tendência. Programas da TV internacional como o “Hells Kitchen” mostram a reforma e a recuperação de um restaurante e o que aconteceu algum tempo depois. O “Extreme Makeover” é outro exemplo de reality show que expõe a vida das pessoas que passam por uma transformação.

Casas pintadas em Ouro Preto, em Minas, dentro do programa da Tintas Coral
Divulgação
Casas pintadas em Ouro Preto, em Minas, dentro do programa da Tintas Coral
Eduardo Chedid, vice-presidente da credenciadora de c artões Cielo, considera pioneira a iniciativa da companhia ao retratar casos de empreendedores que têm seus estabelecimentos reformados. Pode ser na área financeira. Mas quadro semelhante, no entanto, já foi mostrado na TV Globo pelo apresentador Luciano Huck em seu programa “Caldeirão do Huck”, que atualmente faz reformas em casas com o patrocínio de diversas empresas. O mesmo é feito pelo apresentador Gugu Liberato, da Record.

A Coral, marca de tintas que pertence à empresa multinacional Akzo Nobel, tem um projeto de recuperação de fachadas desde agosto de 2009. Já passou por diversas cidades brasileiras, como Olinda, em Pernambuco, Ouro Preto, em Minas Gerais, e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. “Já investimos R$ 10 milhões desde 2009 até agora”, conta Carlos Piazza, diretor de comunicação para a América Latina da empresa. “Isso contando com a restauração do centro histórico de Porto Seguro, na Bahia, em que pintamos 150 casas”, complementa.

Atualmente o programa “Tudo de Cor para Você” está cuidando de fachadas em Florianópolis. Na agenda da companhia está marcada a reforma em Fortaleza, além de duas outras capitais não selecionadas. Um projeto que Piazza afirma estar entre os prioritários, ainda para este ano, é a pintura de todas as 1.500 casas do morro Dona Marta, no Rio. “Faremos uma composição com empresas de cimento, porque as casas de lá precisam de reboco também”, conta.

De acordo com o executivo da Akzo Nobel, oito projetos já foram executados diretamente pela Coral, sem contar outros cerca de 30 realizados em parceria com lojas de material de construção, clientes da multinacional. Piazza chama a atenção para o caráter social do projeto. “Foram treinados e profissionalizados 200 pintores pelo programa.”

Críticas

Há, no entanto, pessoas que não concordem com a eficácia desse tipo de estratégia de marketing. “Essas ações são bacanas. Mas no longo prazo não sei se resolvem o problema de fixação da marca”, avalia José Roberto Martins, sócio da consultoria GlobalBrands. “Trata-se de uma caridade de resultados, que tem um custo muito alto.”

Segundo Martins, seria mais eficaz para suas marcas as companhias se engajarem em projetos de longo prazo. “Dessa forma, a empresa ajuda pouca gente. Se ela constituísse um fundo, por exemplo, para ajudar pequenos negócios a se sustentarem ou bancasse discussões em torno de uma reforma tributária teria muito mais utilidade no longo prazo”, acrescenta. “É claro que essas ações não têm o mesmo impacto que a reforma de um comércio em 24 horas.”

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