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Apesar do forte interesse da Camargo Corrêa, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) e o próprio Banco do Brasil (BB) não pretendem vender suas participações na Neoenergia para a empreiteira

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Apesar do forte interesse da Camargo Corrêa, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) e o próprio Banco do Brasil (BB) não pretendem vender suas participações na Neoenergia para a empreiteira. No lugar disso, o fundo e o banco começam a estudar a viabilidade de uma fusão da Neoenergia com a CPFL, o que criaria uma megaempresa do setor de energia.

A Previ tem posição de destaque no processo, porque possui presença relevante nas duas pontas. Divide com os espanhóis da Iberdrola o controle da Neoenergia e com a Camargo Corrêa o comando da CPFL. Em conversas separadas, todos eles teriam concordado em sentar para discutir o assunto formalmente.

Uma primeira reunião entre eles deve ser marcada para depois das eleições, ainda em outubro. Para assessorá-los nas negociações, a Previ e o BB contrataram o banco Morgan Stanley. A Camargo, por meio da CPFL, contratou o BTG Pactual.

A Iberdrola, até o momento, não apresentou um assessor financeiro específico para o assunto. Oficialmente, nem Neoenergia nem CPFL, ou mesmo os acionistas das duas empresas, comentam as negociações. CPFL e Neoenergia são duas das maiores empresas privadas do setor elétrico brasileiro.

Com cerca de 18 milhões de clientes, a CPFL responde por 13% da distribuição nacional de energia, e opera em São Paulo, no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Minas Gerais. A Neoenergia é forte no Nordeste, com presença na Bahia, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. O faturamento das duas juntas atingiria mais de R$ 25 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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