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SÃO PAULO - A Potássio do Brasil, empresa criada na segunda metade desta década e controlada por fundos de investimentos e acionistas "pessoas físicas" de Brasil, Canadá, Austrália e Europa, anunciou ontem que obteve dados geofísicos animadores para a mineralização de potássio nas pesquisas já realizadas na área que explora na bacia do Amazonas, próxima a duas outras jazidas da Petrobras. A companhia começou os trabalhos de exploração na região em 2007, e no ano passado conseguiu captar US$ 25 milhões para desenvolver as pesquisas cujos resultados estão começando a sair.

SÃO PAULO - A Potássio do Brasil, empresa criada na segunda metade desta década e controlada por fundos de investimentos e acionistas "pessoas físicas" de Brasil, Canadá, Austrália e Europa, anunciou ontem que obteve dados geofísicos animadores para a mineralização de potássio nas pesquisas já realizadas na área que explora na bacia do Amazonas, próxima a duas outras jazidas da Petrobras. A companhia começou os trabalhos de exploração na região em 2007, e no ano passado conseguiu captar US$ 25 milhões para desenvolver as pesquisas cujos resultados estão começando a sair. Segundo Helio Diniz, diretor-executivo de operações da Potássio do Brasil, pelo menos mais dez perfurações serão realizadas até o fim deste ano em busca de informações mais precisas que justifiquem a exploração comercial da reserva. Em caso de resultados satisfatórios, informou, serão necessários mais US$ 100 milhões para o prosseguimento das sondagens e para serviços de engenharia e para o desenho da mina em si. A partir daí ficarão mais claras as viabilidades técnica, ambiental e econômica do projeto. "Já estamos negociando a captação desses recursos", disse Diniz. Segundo ele, os investidores atuais estão sendo procurados para eventuais aportes adicionais. Mas há outras opções em vista, e entre as quais uma possível busca por um novo parceiro de peso. O que Diniz espera encontrar nos trabalhos de prospecção que estão sendo realizados na área da empresa na bacia do Amazonas é uma reserva capaz de resultar em uma produção de cerca de 2 milhões de toneladas de cloreto de potássio por ano. Para que uma produção deste patamar saia efetivamente do papel, o executivo calcula que serão necessários investimentos de US$ 2,5 bilhões. Do tripé fundamental para a produção de adubos (fosfato, nitrogênio e potássio), o potássio é o mais carente no Brasil, que costuma importar cerca de 90% de suas necessidades. Com essa conhecida carência na manga, a Potássio do Brasil já estabeleceu acordos comerciais com grandes grupos de cooperativas de agricultores garantindo preços mais vantajosos para parte da produção da futura operação, se ela se confirmar. O anúncio também acontece em um momento de ebulição no mercado internacional de fertilizantes, uma vez que a canadense Potash Corp., maior grupo do segmento do mundo, vem sendo disputada pela australiana BHP Billiton e pela chinesa Sinochem, que busca formar um consórcio para fazer frente à "rival". (Fernando Lopes | Valor)

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