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Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios recuou de 74,2 para 72,3 pontos, em sua terceira queda consecutiva

O Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN), que reflete as perspectivas dos empresários do segmento para o próximo trimestre, registrou queda em relação ao levantamento do segundo trimestre.

O indicador recuou de 74,2 para 72,3 pontos no período, em uma escala de 0 a 100. Esta é a terceira queda consecutiva do indicador, que atingiu seu maior valor no último trimestre de 2010, o que sinaliza a cautela do segmento.

No entanto, ao se manter acima dos 70 pontos, o resultado demonstra que o empresário mantém a confiança em relação ao desempenho da economia, afirmam Insper e Santander, responsáveis pela pesquisa.

Na análise das questões que compõem o índice, a principal retração foi registrada na intenção de realizar investimentos no próximo trimestre, que variou de 73 pontos no segundo trimestre para 70 pontos. As perspectivas de lucro dos empresários caíram de 77 para 74,5 pontos.

Na avaliação por atividade, o Comércio mostrou a maior queda no período, de 74,4 para 71,3 pontos. A Indústria variou de 74,4 pontos no segundo trimestre para 73,5 pontos nesta edição, enquanto Serviços registrou pequena variação de 73,6 pontos para 73,4 pontos.

Os empresários da região Norte são os mais otimistas, com 76,8 pontos, ligeira alta em relação ao último levantamento (76,4 pontos). As demais regiões tiveram queda, em especial o Sul, com a maior retração: de 74,1 para 71,8 pontos. "Após o pico alcançado no final do ano passado, é natural e até esperada uma retração no índice de confiança.

A este fator, somam-se fatores macroeconômicos que levam o empresário a olhar para a economia e para seu próprio negócio com mais cautela", avalia Danny Claro, pesquisador do Insper.

"Os resultados mostram que o comércio é o primeiro setor a sentir a desaceleração na economia, movimento que também já é perceptível nos demais setores. Entendemos que a queda nos principais indicadores da pesquisa reflete a adequação na estratégia dos empresários diante de ritmo mais sustentável de crescimento da economia. Os pequenos e médios empresários seguem confiantes e com boas oportunidades de negócios", diz César Fischer, superintendente de Pequenas e Médias Empresas do Santander.

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