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Em São José dos Campos (SP), trabalhadores da Monsanto e da metalúrgica Heatcraft exigem novos critérios para definição de PLR

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Duas empresas de São José dos Campos, a 94 km de São Paulo, estão com suas atividades paralisadas por conta de impasse na definição do valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) referente a 2011. Na Monsanto, cerca de mil e duzentos trabalhadores estão em greve por tempo indeterminado. A greve foi deflagrada quarta-feira e, segundo o Sindicato dos Químicos local, deve se estender até que a empresa abra novas negociações para discutir as reivindicações dos funcionários. Na metalúrgica Heatcraft, a greve também teve início na quarta-feira.

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Os trabalhadores da Monsanto reivindicam o fim das metas globais e PLR no valor mínimo de R$ 4 mil mais três salários nominais, desde que alcançadas as metas locais. A empresa oferece R$ 600, mesmo valor pago no ano passado. A greve conta com 100% de adesão dos trabalhadores, inclusive dos terceirizados, que também apresentam reivindicações. Nesta quinta-feira, a empresa conseguiu um interdito proibitório concedido pela 3ª Vara da Justiça do Trabalho de São José, dando aos trabalhadores que não aderiram à greve o direito de entrar na fábrica e exercerem suas funções. Houve confusão e, à noite, a Polícia Militar foi acionada para tentar acalmar o clima na entrada da fábrica. A Monsanto divulgou uma nota na qual afirma que vai acionar a Justiça para fazer com que o interdito proibitório seja cumprido.

Na metalúrgica Heatcraft, a greve teve ontem a presença de uma oficial de Justiça para fiscalizar se o Sindicato dos Metalúrgicos impedia a entrada dos 270 funcionários. A empresa oferece R$ 2 mil de PLR, mas a categoria reivindica R$ 3.500, sendo R$ 2.500 de antecipação.

Em Taubaté, os trabalhadores na Autoliv aprovaram ontem a proposta da empresa de PLR para o ano de 2011, no valor de R$ 4,2 mil, o que representa um aumento de 44,9% em relação ao valor pago em 2010 aos trabalhadores. O pagamento da 2ª parcela será efetuado em janeiro de 2012. A Autoliv tem 1.100 trabalhadores e fornece air bags, volantes e cintos de segurança para todas as montadoras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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