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Estudo indica que 27,7% das 49 empresas listadas pretendem entrar em novos mercados no exterior por meio de fusões ou aquisições

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O Ranking das Transnacionais Brasileiras 2011 , divulgado nesta quarta-feira pela Fundação Dom Cabral, indica que 27,7% das 49 empresas listadas pretendem entrar em novos mercados no exterior por meio de fusões ou aquisições. Já 38,3% esperam crescer por meio de alianças e parcerias.

De acordo com o relatório, as empresas levam em consideração a vantagem dessa estratégia de incorporar participação de mercado, recursos humanos e processos de produção já existentes. Em 2010, a aquisição de maior valor foi realizada pela Vale, que comprou participação da BSG Resources Guinea Ltda. por US$ 2,5 bilhões.

Mas, nos últimos quatro anos, a empresa que mais se destacou na estratégia de aquisições foi a companhia de alimentos Marfrig, que no período adquiriu mais de 40 empresas, ativos e marcas no exterior.

"Ao mesmo tempo em que impõe desafios às empresas que têm subsidiárias comerciais no exterior e que usam a produção feita no Brasil para abastecimento do mercado internacional, o câmbio barateia a aquisição de empresas lá fora", disse o professor da Fundação Dom Cabral e coordenador do ranking, Sherban Leonardo Cretoiu.

As subsidiárias das transnacionais brasileiras estão localizadas principalmente na América do Sul, com 30,9% do total. Em segundo lugar, com 21,1%, vem a Europa, seguida por Ásia (16,8%), América do Norte (12,6%), África (9,6%), América Central (7,4%) e Oceania (1,7%).

"A proximidade geográfica e cultural com o Brasil muitas vezes torna a América do Sul atraente para investimentos, principalmente na fase de início do processo de internacionalização", informa o relatório que acompanha o ranking.

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