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Segundo ranking das marcas brasileiras mais valiosas, marcas de varejo são os grandes destaques no País com aumento do consumo

Márcio Garcia e sua mulher, Andrea Santa Rosa, em making of da campanha da Hering para o Dia dos Namorados
Luciana Prezia/Divulgação
Márcio Garcia e sua mulher, Andrea Santa Rosa, em making of da campanha da Hering para o Dia dos Namorados
A Hering foi um dos destaques no ranking de 2011 das marcas brasileiras mais valiosas feito pela empresa de consultoria Interbrand. Apesar de figurar em 25º lugar, o valor da marca de vestuário, famosa por suas camisetas básicas, cresceu 45% em um ano, alcançando R$ 209 milhões.

A Hering repete a trajetória de outra tradicional marca brasileira, a Havaianas, que deixou de ser um produto popular para transformar-se em um artigo de moda. As sandálias passaram a ser até mesmo um ícone do Brasil no exterior.

Segundo Alejandro Pinedo, diretor geral da Interbrand no Brasil, a Hering também vem conseguindo agregar valor à sua marca, que não é mais uma commodity, como era no passado. A empresa investiu em uma rede de lojas exclusivas, deixando de ser vendida em canais multimarcas.

Assim como a Hering, outras marcas de varejo foram a grande novidade no ranking da Interbrand neste ano, o que reflete o maior poder de consumo da classe C no País.

O setor é que o mais aparece no ranking, com 7 marcas: Renner (11º lugar), Lojas Americanas (12º), Extra (19º), Casas Bahia (20º); Pão de Açúcar (22º), Ponto Frio (24º) e Hering (25º).

As marcas Extra, Casas Bahia, Pão de Açúcar e Ponto Frio, todas controladas pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA), não estavam no ranking das 25 marcas mais valorizadas no ano passado.

Apesar de ser talvez a marca brasileira mais conhecida no exterior, a Havaianas ainda não figura no ranking da Interbrand. Mas isso é só uma questão de tempo, avalia Pinedo. A ausência justifica-se apenas  pelo tamanho das vendas. No Brasil, as empresas de bens de consumo ainda não são tão grandes como as marcas líderes de outros setores. No entanto, elas ainda chegarão lá um dia, diz o consultor.   

De forma geral, o ranking da Interbrand apresentou poucas mudanças em relação ao anterior. “Mas isso já era esperado, já que as marcas são ativos de longo prazo”, afirma André Matias, diretor de estratégia e avaliação da Interbrand. A volatilidade, no caso das marcas, pode ser um sinal de turbulências.

Mercado imobiliário

Neste ano, por exemplo, saíram da lista duas empresas ligadas ao setor de imóveis, a Lopes e a Gafisa. A Cyrela conseguiu-se manter-se entre as 25 marcas mais valiosas, em 15º lugar, com uma valorização de 8%. “No setor imobiliário, ainda não há uma diferenciação entre as marcas, o que exigirá um grande esforço das empresas no futuro”, afirma Pinedo.

Em compensação, a Vale, que havia saído do ranking no ano passado devido às dificuldades enfrentadas pelos exportadores brasileiros, mas voltou neste ano, figurando em 8º lugar, com a elevação dos preços das commodities no mercado mundial.

As 25 marcas brasileiras registraram, em média, uma valorização de 18% no ano passado, o que mostra o bom momento da economia brasileira, segundo a Interbrand.

Veja o ranking das marcas mais valiosas:


Colocação         Empresas              Valor                            Valorização (sobre ranking 2010)

1                        Itaú                      R$ 24,3 bilhões              18%

2                        Bradesco             R$ 13,6 bilhões              10%         

3                        Petrobras             R$ 11,6 bilhões              7%

4                        Banco do Brasil    R$ 11,3 bilhões              8%

5                        Skol                      R$ 7,3 bilhões                10%

6                        Natura                  R$ 5,7 bilhoes                22%

7                        Brahma                 R$ 4,4 bilhões               21%

8                        Vale                      R$ 2,7 bilhões               --

9                        Antarctica              R$ 2 bilhões                  15% 

10                      Vivo                       R$ 1,7 bilhão                 16%

11                      Renner                  R$ 835 milhões               7%

12                     Lojas Americanas   R$ 703 milhões             17%

13                      Embratel                 R$ 619 milhões              -15%    

14                      Cielo                       R$ 604 milhões              --

15                      Cyrela                     R$ 587 milhões              8%

16                      Caixa                      R$ 563 milhões                --

17                      Oi                            R$ 514 milhões               9%

18                      Banrisul                  R$ 501 milhões                -22%

19                      Extra                      R$ 496 milhões                  --

20                      Casas Bahia          R$ 447 milhões                  --

21                      Braskem                R$ 422 milhões                   -6%  

22                      Pão de Açúcar       R$ 389 milhões                 --

23                      Net                       R$ 323 milhões                    10%

24                      Ponto Frio            R$ 232 milhões                    --

25                      Hering                  R$ 209 milhões                  45%