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Para consultor, varejista pode melhorar em mais 50% as vendas por metro quadrado das lojas e 'fecha' mercado para concorrentes

Magazine Luiza, comandada por Luiza Helena Trajano
AE
Magazine Luiza, comandada por Luiza Helena Trajano
O Magazine Luiza pagou barato pelos 121 pontos do Baú da Felicidade, do Grupo Silvio Santos, cujas lojas apresentavam uma baixa produtividade. Segundo Eduardo Seixas, da consultoria Alvarez & Marsal, o valor desembolsado pelo Magazine Luiza, de R$ 83 milhões, equivale a apenas 20% aproximadamente do faturamento do Baú, que foi de cerca de R$ 400 milhões em 2010.

Após o anúncio de compra, as ações do Magazine Luiza subiam 1,17% na Bovespa. O Ibovespa operava na contramão, em queda de 1,06%. “Em média, as aquisições no varejo são feitas por 30% ou 40% do faturamento. No setor de vestuário, o preço chega a ser até 100% das vendas”, afirma Seixas, ressaltando, porém, que ainda seria preciso ter acesso a mais informações para se fazer uma melhor avaliação do acordo.  

Á primeira vista, porém, parece que o Magazine Luiza fez um bom negócio, apesar de haver, em algumas cidades, uma sobreposição de lojas. “A produtividade das lojas do Baú é baixa, com um faturamento médio de R$ 9 mil por metro quadrado. A produtividade do Magazine Luiza é de R$ 14 mil por metro quadrado. Isso mostra que eles poderão fazer grandes melhorias ”, diz Seixas.

Segundo ele, o Magazine Luiza poderá agregar R$ 100 milhões em vendas só com o aumento da produtividade das lojas do Baú.

Com a aquisição, o Magazine Luiza também se fortalece nos mercados em que já atua, como interior de São Paulo e Paraná. Com isso, a varejista “fecha” o mercado e dificulta a entrada da Máquina de Vendas, fusão entre as redes Insinuante, da Bahia, e Ricardo Eletro, de Minas Gerais.

A Máquina de Vendas está buscando uma porta de entrada nas regiões Sul e Sudeste. Hoje, o alvo mais cobiçado no mercado de eletromóveis é a Colombo, varejista do Rio Grande do Sul, mas o controlador da rede, Adelino Colombo, que completou 80 anos neste ano, pede um alto valor pelo negócio, segundo fontes do setor.

A aquisição do Baú foi a primeira feita pela varejista com os recursos da oferta pública inicial de ações (IPO, em inglês). A varejista captou R$ 890 milhões com sua estreia na Bolsa, no dia 03 de junho.

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