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Centenária companhia fotográfica pede concordata e diz que se concentrará nos negócios mais competitivos

Empresa pediu proteção ao Capítulo 11 da lei de Falências nos EUA
Getty Images
Empresa pediu proteção ao Capítulo 11 da lei de Falências nos EUA
A centenária companhia fotográfica Eastman Kodak apresentou perante um tribunal de Nova York um pedido de concordata para reorganizar seus negócios, informou a própria empresa nesta quinta-feira por meio de comunicado em seu site.

Com esta solicitação, a Kodak pretende reforçar a liquidez nos Estados Unidos e no exterior, rentabilizar a propriedade intelectual não estratégica, solucionar a situação dos passivos e concentrar-se nos negócios mais competitivos.

A Kodak, fundada em 1888 e com sede em Rochester (Nova York), dedicou a maior parte de seus investimentos durante os últimos anos à área digital e a materiais de alta tecnologia, responsáveis por 75% de sua receita em 2011.

O pedido de concordata é um revés para o presidente executivo, o espanhol Antonio Perez, que assumiu o cargo de executivo-chefe da Kodak em 2005. Ele havia trabalhado por 25 anos na Hewlett-Packard Co., ajudando a contabilizar mais de US$ 7 bilhões em valor de mercado para a HP. Na Kodak, contudo, não conseguiu repetir o feito.

O Conselho de Administração acredita que esta solicitação é um passo necessário para garantir o futuro da empresa. A companhia comunicou que firmou um acordo creditício com o Citigroup para um aporte de US$ 950 milhões, a devolver em 18 meses, o que permitirá aumentar sua liquidez.

Após o pedido de concordata, porém, esta linha de crédito estará sujeita a aprovação judicial. Em seu comunicado, a Kodak assinalou que, apesar do pedido de concordata, tem capacidade suficiente para gerir seus negócios e prestar serviços a seus clientes "normalmente".

A empresa espera pagar dívidas e salários a seus funcionários e dar continuidade a programas de relacionamento com clientes. Por outro lado, as filiais fora dos Estados Unidos não estão sujeitas a estes procedimentos e cumprirão todas as obrigações com seus provedores.

A quebra da companhia já era esperada pelo mercado, e os rumores sobre esta possibilidade fizeram as ações da sociedade caírem até 30% no último dia 4, chegando a valer US$ 0,46, de modo que nos últimos 12 meses acumulou desvalorização de 91,53%. Ontem, as ações de sociedade fecharam a US$ 0,55, com uma recuperação de 3,77%.