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Inovar exige tolerância a fracassos, diz consultor

Gerard Tellis, diretor do Center for Global Innovation, afirma que as empresas devem arriscar mais

Juliana Kirihata, iG São Paulo |

Para inovar, não é suficiente investir em pesquisa ou gerar patentes, mas principalmente desenvolver uma cultura interna de inovação. Se não houver tentativas – e, consequentemente, erros também -, a empresa que se destaca por produtos inovadores hoje será ultrapassada em pouco tempo. As afirmações são do diretor do Center for Global Innovation, Gerard Tellis, que esteve no Brasil para falar sobre inovação no varejo durante a Feira Internacional de Negócios em Supermercados, em São Paulo, esta semana.

Divulgação
Professor Gerard Tellis durante apresentação na APAS 2010, em São Paulo

Durante sua apresentação, o professor de marketing da Universidade da Califórnia do Sul, nos Estados Unidos, afirmou que as empresas realmente inovadoras precisam, muitas vezes, lançar produtos que concorrerão com seus próprios lançamentos anteriores. Além disso, a tolerância ao risco e o foco no mercado futuro são fundamentais para inovar. “A Xerox, que era a empresa que tinha mais inovações relacionadas a computadores em 1970, não se manteve no topo porque os diretores tiveram medo de ‘canibalizar’ seus produtos”, afirma.

Em entrevista ao iG, Tellis falou sobre o Brasil e sobre as expectativas dos consumidores. Leia a seguir.

iG - De que forma o senhor avalia o Brasil na área de inovação?

Gerard Tellis - Entre os principais países em desenvolvimento, o Brasil está crescendo muito rápido. O que se deve fazer é deixar as empresas competirem. Se não há competição suficiente, se há monopólios, então não há inovação. O País deve também encorajar os empreendedores, incentivando as pessoas a criarem novas empresas.

iG - Como o Brasil pode competir com os outros países em desenvolvimento?

Tellis - O país deve tolerar fracassos de forma que um empresário que peça falência não fique estigmatizado. Ele precisa ter a oportunidade de começar uma nova empresa e falhar de novo, se for o caso. Israel, por exemplo, é um país pequeno que tem muitas inovações porque encoraja os empreendedores e tolera erros. Apesar de o Brasil parecer estar ainda atrás dos Estados Unidos, ele pode crescer muito rápido se houver disposição para aceitar fracassos. Outro ponto: o País precisa dar recursos aos empreendedores. O governo pode prover mais investimentos e o Brasil pode apostar em capital de risco e em angels (pessoas que investem seus próprios recursos em novas empresas).

iG - O que o consumidor espera hoje das empresas em termos de inovação?

Tellis - Um movimento atual é a participação do consumidor. As empresas devem escutar os consumidores e ver o que eles querem. O grande desafio do futuro é a co-criação de itens, desenvolvidos por meio de parcerias entre a indústria e o varejo.

iG - As empresas estão preparadas para inovar em sustentabilidade?

Tellis - Não. Há muita oportunidade de inovação na área de sustentabilidade.
É muito importante desenvolver inovações que não poluam a atmosfera, em termos de geração de energia, limpeza do ar e da água.
 

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