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Os primeiros testes feitos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no poço Franco, que deve ser usado na capitalização da Petrobrás, indicaram uma vazão de 50 mil barris por dia

Os primeiros testes feitos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no poço Franco, que deve ser usado na capitalização da Petrobrás, indicaram uma vazão de 50 mil barris por dia. O volume é equivalente ao verificado em Tupi e maior do que outros poços perfurados pela Petrobrás na área do pré-sal. Franco tem reservas estimadas em 4,5 bilhões de barris. Descoberto pela ANP no fim de abril, Franco foi apontado como a segunda maior descoberta do pré-sal, atrás apenas de Tupi, que tem de 5 a 8 bilhões de barris. Segundo o governo, será vendido à Petrobrás dentro do processo de cessão onerosa, em análise no Congresso, que faz parte da capitalização da estatal. O óleo encontrado em Franco é do tipo leve, com 30º API (medida internacional de qualidade). A venda das reservas depende de avaliação por consultoria contratada pela ANP, que deve ficar pronta no fim de agosto. A demora em contratar a certificação levou a Petrobrás a adiar a capitalização. Ontem, a espanhola Repsol comunicou à ANP ter encontrado indícios de petróleo em uma concessão na Bacia de Santos, na qual tem parceria com a Petrobrás, a Vale e a Woodside.