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Protesto acontece contra o atraso no pagamento e contra a aministração da companhia, que pediu falência há um mês

Trabalhadores da Celpa decidiram paralisar as atividades na empresa por 72 horas, a partir desta quarta-feira, em mais um protesto contra o atraso no pagamento de parcelas do Plano de Cargo de Carreira e Salários (PCCS) e contra a administração dos controladores da companhia.

Existem duas parcelas do acordo judicial do PCCS vencidas e não pagas pela Celpa, segundo o Sindicato dos Urbanitários do Pará em nota divulgada no site.

A empresa paraense do Grupo Rede Energia, que tem uma dívida de 2 bilhões de reais, "está legalmente impedida de realizar o pagamento do PCCS sem autorização judicial", diante do pedido de recuperação judicial deferido no início do mês.

"Os salários continuam sendo pagos normalmente", informou a companhia em nota encaminhada à Reuters nesta quarta-feira. A Celpa deu entrada em uma proposta na Justiça no dia 5 de março para que pudesse realizar o pagamento do PCCS, mas ainda não há decisão da Justiça sobre o tema.

Esta é a segunda paralisação dos funcionários da empresa liderada pelo sindicato, desde que a Celpa anunciou o pedido de recuperação judicial. O sindicato defende ainda a federalização da Celpa, empresa que distribuiu energia aos 143 municípios do Estado do Pará.

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