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José Efromovich disse que avaliará todos os projetos e poderá entrar em consórcios com a Avianca ou com o grupo Sinergy

Os empresários José e German Efromovich, dono da Avianca , estão interessados em disputar as concessões de aeroportos à iniciativa privada. Eles vão avaliar todos os projetos oferecidos pelo governo e decidir para quais vão oferecer propostas de investimentos.

“Aeroporto é um investimento que interessa para o grupo. Nós trabalhamos com infraestrutura e vamos olhar todos os projetos oferecidos”, afirmou o empresário Jose Efromovich
nesta quinta-feira.

José Efromovich, dono da Avianca
Greg Salibian/iG
José Efromovich, dono da Avianca
O grupo Sinergy, que reúne os negócios da família Efromovich, possui investimentos no setor aeroportuário na Colômbia. Eles também são donos da empresa aérea colombiana Avianca , que controla um terminal no aeroporto de Bogotá. O grupo Sinergy possui investimento em aviação, infraestrutura, petróleo e na indústria naval, principalmente.

Os irmãos Efromovich estão avaliando qual a melhor configuração para disputar as concessões no Brasil. Eles podem participar do consórcio por meio do grupo Sinergy ou da própria Avianca.

A dúvida se deve às incertezas sobre as regras dos leilões, que poderão limitar a presença de companhias aéreas nos projetos. No caso do aeroporto de São Gonçalo do Amarante , no Rio Grande do Norte, por exemplo, o governo limitou a participação das aéreas a 10% do capital votante.

Com a Avianca, o grupo Sinergy poderia disputar apenas 10% do projeto. Mas essa fatia poderá ser maior se os irmãos Efromovich resolverem entrar nos consórcios com outra empresa do grupo.

Outra possibilidade é formar um consórcio com a Avianca e outra empresa do grupo, além de parceiros. “Só descartamos qualquer tipo de associação com concorrentes da Avianca”, diz Efromovich.

Para os projetos de concessão dos aeroportos de Guarulhos e Brasília, o governo ainda não detalhou se haverá algum tipo de limite para a participação das companhias aéreas. A Secretaria de Aviação Civil anunciou nesta terça-feira que o governo concederá 51% desses aeroportos ao setor privado, que será sócio da Infraero.

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