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Indústrias começariam a ser construídas em 2013 e agora começarão a produção ao longo de 2014

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O presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, informou, nesta segunda-feira, que a companhia irá postergar o cronograma das fábricas da Suzano Energia Renovável. O projeto inicial, que previa a construção de três fábricas a partir de 2013, entrará em vigor agora apenas a partir de 2014. As duas primeiras fábricas, cada uma com capacidade anual de 1 milhão de toneladas, começarão a produção ao longo de 2014.

A terceira fábrica da primeira fase da nova empresa, por sua vez, só deverá iniciar produção em 2015. Os três projetos deverão ser instalados no Maranhão. Um dos motivos para o adiamento está no fato de que a Suzano mantém interesse de atrair um investidor para participar do projeto.

Segundo o executivo, o modelo de parceria na nova empresa permitirá à Suzano revisar o cronograma de investimentos. Ao longo de 2012, eventuais aportes na nova empresa deverão ser feitos pelo futuro parceiro e não pela Suzano. A participação da Suzano na Suzano Energia Renovável deverá se dar via ativos florestais já existentes.

Aumento de capital

Maciel Neto reafirmou hoje que a Suzano não tem planos, neste momento, de fazer uma operação de aumento de capital no mercado. Essa seria, segundo o executivo, a última opção a ser analisada pela companhia no caso de a empresa precisar captar recursos.

A empresa tem, hoje, uma situação financeira confortável - a Suzano possui R$ 3,3 bilhões em caixa e montante equivalente a vencer nos próximos dois anos. Segundo o diretor financeiro e de Relações com Investidores, Alberto Monteiro, a companhia tem R$ 1,1 bilhão junto ao BNDES, referente ao financiamento para o projeto da fábrica de celulose no Maranhão, e deverá fechar outros R$ 500 milhões em captações junto a agências de crédito à exportação (ECA, na sigla em inglês).

A companhia também conta com a geração de caixa - o Ebitda de 2011 foi de R$ 1,3 bilhão - e a possibilidade de venda de outros ativos para captar os recursos necessários para viabilizar o investimento de R$ 3,5 bilhões previsto para este ano.

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