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Segundo diretor, empresa decidiu que não permitirá a venda dos 40% de participação da PDVSA na usina de Pernambuco

O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse que a estatal brasileira já decidiu que não permitirá a venda dos 40% de participação da PDVSA na refinaria de Pernambuco.

Caso a PDVSA, que vinha enfrentando problemas com o fornecimento de garantias para obter empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômcio e Social (BNDES), decida sair do negócio, não poderá repassar para nenhum outro sócio essa fatia. Questionado sobre a hipótese de alguma empresa chinesa ter interesse nessa participação, considerando a participação do CDB, o diretor da Petrobras foi enfático.

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"É a PDVSA ou ninguém. O [banco] chinês está garantindo o empréstimo. Não é sócio da refinaria e nem vai ser. Se a PDVSA sair da sociedade, a primeira oferta, o direito de preferência, é da Petrobras. A Petrobras não vai abrir mão disso. É uma decisão", informou.

Em mais uma extensão de prazos pela sócia brasileira, a venezuelana agora precisa pagar até 30 de novembro pelos investimentos já desembolsados pela Petrobras na obra antes da entrada dos R$ 10 bilhões já liberados pelo BNDES para o projeto. Esse dinheiro entrou na conta de uma sociedade de propósito específico criada para o projeto da Refinaria Abreu e Lima que no momento pertence 100% à Petrobras.

Paulo Roberto Costa não revelou quanto a Petrobras já desembolsou. Segundo ele, o valor, qualquer que seja, terá que ser ressarcido pela PDVSA corrigido. O executivo também aproveitou para negar informações de que a PDVSA teria questionado os gastos feitos até agora pela Petrobras. Segundo ele, a venezuelana só teve acesso aos números em uma reunião que aconteceu na última sexta-feira.

"Em nenhum momento a PDVSA mandou um documento para a Petrobras e nem para ninguém dizendo que não concorda com o valor [já gasto pela Petrobras]" disse. "Ela jamais poderia dizer que custou barato ou caro se eu nunca apresentei valores para ela [PDVSA]. E eu também não ia apresentar nada até ela resolver entrar. Não podia dizer se gastei x, y ou z se ela nunca conheceu os números", complementou.

O diretor da Petrobras confirmou que a venezuelana apresentou ao BNDES garantias do China Development Bank (CDB) no valor de 75% do valor do empréstimo, que será de 40% dos investimentos, mesma proporção de sua participação acionária.

O diretor evitou confirmar o segundo garantidor, mas trata-se do Banco Espírito Santo (BES) de Portugal, que liderava um pool de bancos que apoiava o empréstimo, mas teve problemas este mês depois que a nota do BES foi rebaixada pela Moody´s. Sem lastro, o BES reduziu sua participação para 25%.

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