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"Não sabemos claramente quanto teremos de usar para injetar para produzir na Bacia de Santos", afirmou Gabrielli

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse nesta terça-feira que a companhia deve levar de 1,5 a 2 anos para saber quanto gás natural poderá estar disponível para novos contratos de fornecimento às térmicas. "Hoje não temos garantias de que teremos esse gás, porque não sabemos claramente quanto teremos de usar para injetar para produzir na Bacia de Santos", disse o executivo, explicando que esse montante só será obtido ao observar a produção contínua nos poços da região.

"Só após um ano e meio a dois anos de observação da produção é que podemos saber qual volume de gás podemos disponibilizar", acrescentou. Desde o leilão A-5 de dezembro passado a Petrobras informa que não possui gás para fornecer a novos projetos e, em consequência, as térmicas deixaram de disputar contratos de fornecimento de energia nos certames governamentais.

Gabrielli também disse que a meta de produção para 2012 deve superar a de 2011. Ele salientou que embora a companhia não tenha conseguido atingir a meta estabelecida para o ano passado, ainda assim registrou recorde e que a produção deve seguir em expansão. A produção média de petróleo e gás natural no Brasil em 2011 atingiu o volume recorde de 2.376.359 barris de óleo equivalente por dia (boed), um crescimento de 1,6% sobre o volume produzido em 2010.

A produção doméstica de petróleo no ano passado também foi recorde, alcançando média de 2.021.779 barris por dia (bpd), ultrapassando em 17.607 barris a produção média de 2010. Gabrielli lembrou que no ano passado das 13 sondas que deveriam ter sido entregues, apenas 11 foram efetivamente recebidas.

"Mas não acredito que os problemas que tivemos de 2008 a 2011 se repitam", disse a jornalistas, comentando sobre os atrasos nas entregas dos equipamentos. Segundo ele, até 2014, a Petrobras trabalhará com 37 sondas de exploração em profundidade superior a 2.500 metros, ante as duas que operavam em 2007. "Com a contratação de mais 21 que estamos prestes a fechar, até 2020 teremos 65", acrescentou.