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Construção de quatro usinas não é mais certeza no Planalto. Angra 3 continua

Usina de Angra 2
Léo Ramos
Usina de Angra 2

As quatro usinas nucleares previstas no Plano Nacional de Energia do governo não são mais certeza no Planalto. Pela primeira vez desde a inclusão do programa nuclear no planejamento energético, em 2007, o Ministério de Minas e Energia (MME) admitiu que vai reavaliar os projetos , juntamente com o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A mudança no discurso acontece dois dias após a Alemanha anunciar que vai desativar suas unidades atômicas até 2022. Até então, mesmo após o acidente envolvendo centrais nucleares em Fukushima , no Japão, em março deste ano, o governo brasileiro não havia dado sinais de desistência do programa nuclear.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta quarta-feira que não há decisão definitiva sobre a construção das novas usinas nucleares no Brasil. Angra 3, que já está sendo erguida ao lado de Angra 1 e 2 , não estaria em discussão. 

Além das 3 usinas no litoral fluminense, o programa nuclear brasileiro prevê a instalação de quatro centrais com capacidade de geração de 1 mil MW cada - duas no Sudeste e outras duas no Nordeste. Juntas, elas acrescentariam ao sistema eletricidade equivalente a um terço da capacidade de Belo Monte.

Em 2008, Lobão chegou a anunciar que o País teria dezenas (cerca de 50) de usinas nucleares. Em entrevista recente ao iG , antes do anúncio da Alemanha, o presidente da Empresa de Planejamento Energético (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou que seria pouco provável abrir mão da energia nuclear.

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