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A partir de fevereiro, os pequenos e médios varejistas de material de construção ligados à Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) poderão buscar crédito para ampliar o seu negócio com juros mais convidativos e maiores prazos do que os das linhas oferecidas pelos bancos

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A partir de fevereiro, os pequenos e médios varejistas de material de construção ligados à Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) poderão buscar crédito para ampliar o seu negócio com juros mais convidativos e maiores prazos do que os das linhas oferecidas pelos bancos. A Anamaco anunciou um fundo de investimento que irá financiar as lojas de menor porte do setor, mas que respondem por 98% do comércio desses produtos no País. "Detectamos que as pequenas e médias empresas estão desassistidas de linhas de crédito com juros menores e maiores prazos. Hoje há no máximo financiamentos de 120 dias", afirma Cláudio Conz, presidente da Anamaco. A operação do fundo de investimentos da Associação deve começar com crédito de 24 meses, taxa de 1,4% de juro ao mês e valor mínimo de R$ 500 mil e máximo de R$ 4 milhões. A ideia é que haja linhas com até cinco anos para serem pagas. Para se candidatar ao crédito, a empresa deverá ser associada à Anamaco. "São empresas formais e sólidas que fazem parte da Associação. E a empresa precisa apresentar as garantias necessárias para ter acesso ao crédito", explica o presidente da organização. Balanço A venda de materiais de construção cresceu 10,6% em 2010 em relação ao ano anterior, de acordo com pesquisa da Anamaco em parceria com o Ibope Inteligência. O faturamento total do varejo nesse segmento foi de R$ 49,8 bilhões no mesmo período. O bom desempenho é atribuído à redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), medida que entrou em vigor em abril 2009 e vai até dezembro deste ano, ao programa habitacional do governo federal "Minha Casa, Minha Vida" e ao aumento de crédito para os consumidores. Em dezembro, as vendas de material de construção foram 4,6% menores em relação a novembro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a redução no comércio desses produtos foi de 2,6%. Para este ano, a expectativa do setor é de crescimento de 10% a 11% nas vendas de itens para obras e reformas. "A previsão é que a melhora da renda continue, assim como a geração de emprego", afirma Conz. Outro fator que pode impulsionar a venda de material de construção são as fortes chuvas que estão ocorrendo do início deste ano. Ela provoca maior desgaste das construções e faz com que os consumidores tenham que adiantar as reformas. "E não é apenas a chuva, mas o calor mais forte também deteriora os materiais", explica o presidente da Anamaco.