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Receita líquida da companhia, porém, subiu 3,3% em 2011 e totalizou R$ 6,15 bilhões

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A Light registrou lucro líquido de R$ 310,6 milhões em 2011, número 46% menor que o registrado em 2010, R$ 575,2 milhões. No ano, a geração de caixa medida pelo Ebitda somou R$ 1,243 bilhão, 21,5% inferior ao de 2010, com margem Ebitda de 20,2%, 6,4 pontos porcentuais abaixo do realizado no ano anterior.

Segundo relatório da administração, a queda no lucro é decorrente principalmente das variações no Ebitda e no resultado financeiro, com uma queda de R$ 341 milhões e R$ 138,3 milhões, respectivamente, em comparação aos montantes apurados no ano passado. A variação no Ebitda pode ser explicada principalmente pelo aumento de 12,2% nos custos não gerenciáveis da distribuidora, enquanto a despesa financeira foi impactada, principalmente, pelo aumento nos encargos da dívida nacional e da dívida com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em R$ 84 milhões, maior juros sobre tributos e parcelamento de juros e multas do REFIS, que juntos somaram R$ 54,8 milhões.

No ano passado, a receita líquida, desconsiderando a receita de construção, totalizou R$ 6,150 bilhões, 3,3% acima da registrada no mesmo período do ano passado. Essa variação, segundo a empresa, reflete principalmente o crescimento de 3% no segmento de distribuição e de 4,9% na geração, em função, respectivamente, do maior consumo do mercado cativo, residencial e comercial e pelo aumento da receita de diversos que a partir de setembro de 2011 consolidou os resultados da Renova Energia.

O resultado do segmento de comercialização e serviços também apresentou desempenho positivo, sendo 2,6% maior que a receita registrada no ano passado.

Dívida

A dívida líquida de 2011 ficou em R$ 3,575 bilhões e subiu 83,6% em comparação ao valor registrado no mesmo período de 2010. A relação dívida líquida/EBITDA (12 meses) é de 2,9x.

Esse aumento da dívida é explicado principalmente pela 7ª emissão de debêntures da Light SESA, no valor de R$ 650 milhões; pelo empréstimo do BNDES para a Light SESA, no montante de R$ 440 milhões; e pela 2ª e 1ª emissões de debêntures da Light Energia no total de R$ 425 milhões e R$ 170 milhões, respectivamente.

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