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Mas, segundo o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, adiamento seria por dia e não por meses

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O diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, afirmou nesta terça-feira que se o leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV) for mais uma vez adiado, será por dias, não por meses. "Se houver uma verificação de que é necessário um adiamento pontual, caso haja alterações (no edital) para o pessoal absorver as alterações, se tiver dificuldade de documentação. Não um adiamento significativo de prazo, não há razão para isso", afirmou Figueiredo, que participou em São Paulo de evento sobre logística e transporte promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Questionado se ele afirmaria que é zero a chance de o leilão ser mais uma vez adiado, ele disse que "não". O leilão está marcado para 29 de julho, sendo 11 de julho a data limite para a entrega das propostas. Inicialmente, o leilão seria em 16 de dezembro do ano passado, mas foi adiado pela ANTT para 29 de abril, sendo que no inicio daquele mês a data foi novamente postergada.

O projeto completo do trem-bala, que ligará as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas (SP), tem prazo estabelecido no edital para ser concluído em até seis anos. Segundo Figueiredo, há quatro empresas de tecnologia interessadas em participar da licitação, mas não citou nomes. Ele também descartou que questões chave, como o valor da tarifa teto e garantias de demanda por parte do governo, possam ser alteradas.

Ele afirmou que participou ontem de uma reunião no Palácio do Planalto sobre o trem-bala, mas classificou o encontro como "uma reunião sistemática de avaliação do andamento do projeto. "Foi uma reunião para informar a presidenta sobre o processo", disse.

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