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Presidente do grupo acredita que acidentes e decisões europeias sobre usinas não vão interferir no ritmo de expansão no Brasil

O presidente da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Alfredo Tranjan, não acredita que o acidente da central nuclear japonesa de Fukushima e a decisão da Alemanha de fechar suas usinas nucleares até 2022 vão significar uma redução do ritmo de expansão das usinas nucleares no Brasil.

Para Tranjan, o ritmo de instalação desse tipo de térmica no país poderá ser adiado ou mesmo antecipado em função da demanda por energia. "Pode ser adiada ou antecipada [a construção de novas usinas]. Imagina se o Brasil começa a crescer a 10%, 12% ao ano. Vai faltar energia", ressaltou Tranjan, que participou do 7º Seminário de Gestão da Ética nas Empresas Estatais, no Rio de Janeiro.

"Vai ter que buscar em todas as fontes e a fonte nuclear no Brasil é interessante porque temos toda a tecnologia e temos o combustível", acrescentou. O executivo explicou que o planejamento até 2020 está mantido e prevê a instalação de Angra 3 até 2016. De acordo com o plano desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) até 2030, haveria uma nova central com quatro usinas instaladas até o final do período.

Tranjan frisou que essa central deveria ficar pronta em 2023, possivelmente no Nordeste, mas ponderou que a velocidade do crescimento da economia brasileira é que será determinante para manter esse planejamento. "A decisão da Alemanha é uma decisão isolada, que não é de hoje e não é originária do acidente de Fukushima. É uma posição política e ideológica", afirmou Tranjan, ao justificar que a decisão brasileira não se relacionaria com a opção alemã.

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