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Região precisa ser desenvolvida e ter projetos de infraestrutura, como estradas e novas moradias, afirma Tolmasquim

A construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, precisará de ações governamentais para sair do papel. A avaliação é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, um dos responsáveis pela elaboração do projeto. Segundo ele, a região precisa ser desenvolvida, com projetos de infraestrutura, como estradas e novas moradias.

"É uma usina complicadíssima, em um lugar complicado que vai precisar de ação permanente do governo. É uma usina que se você largar, não vai sair", afirmou Tolmasquim, após palestrar em evento no Rio.

A população local, que inclui tribos indígenas e ribeirinhos, precisa do papel do Estado para não ficar "à mercê" dos investidores da usina. Ele defendeu o aporte de recursos da União para, por exemplo, transferir a população de palafitas para casas de alvenaria. "A ideia é que, além de fábrica de MW, a usina de Belo Monte seja um polo de desenvolvimento local", afirmou.

A usina tem capacidade de geração de 11 mil MW, com produção reduzida para não causar danos ambientais. Em meados de julho foram definidos os sócios da usina. São 18 investidores, entre as três estatais Eletrobrás, Chesf e Eletronorte, que ficarão com 49,98%. As empreiteiras e os fundos de pensão e investimento ficarão com cerca de 12,5% e 27,5%, respectivamente. Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa Econômica Federal) participarão do investimento.

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