Tamanho do texto

Furnas quer parceria com chineses para investir em eólicas

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A geradora e transmissora de energia elétrica Furnas, do sistema Eletrobras, pretende elevar os investimentos em geração de energia eólica nos próximos anos.

Para isso, pretende firmar parceria com uma empresa chinesa que participou da construção da maior hidrelétrica do mundo, Três Gargantas (China), e que possui profundo conhecimento em energia eólica, afirmou o presidente de Furnas, Flávio Decat, nesta quarta-feira.

Segundo Decat, uma missão chinesa chegará na próxima semana ao Brasil para discutir como se daria a parceria.

"Eles (os chineses) entrariam não só fornecendo equipamentos, mas também como parceiros. Eles têm muita experiência e a tecnologia deles é boa. Queremos um parceiro forte focado nessa área", disse Decat a jornalistas em seminário no Rio de Janeiro.

O executivo destacou que a geração eólica, cujos preços estão mais competitivos, e biomassa ganharão mais espaço nos investimentos de Furnas. A estatal possui três projetos de geração eólica em desenvolvimento e no próximo leilão de energia renovável, previsto para julho, colocará na disputa outros três projetos.

"Vamos entrar no (leilão) A-3 com eólicas, e teremos parceiros brasileiros. Como minoritários dentro da Sociedade de Propósito Específico, teremos agilidade e vantagens tributárias", disse Decat, sem dar mais detalhes.

Furnas pretende investir 2,5 bilhões de reais em 2011 e 3 bilhões de reais em 2012, afirmou o executivo.

BELO MONTE

Decat confirmou ainda o interesse de Furnas em participar do leilão de linha de transmissão que vai distribuir a energia na hidrelétrica de Belo Monte (PA). A licitação deve ocorrer em 2012.

A empresa já ganhou trecho de uma das linhas de transmissão da energia da usinas do rio Madeira (Santo Antônio e Jirau) em parceira com a Chesf, também do grupo Eletrobras, e a privada Cteep.

"Nossa ideia é fazer um consórcio e entrar com 49 por cento para disputar o leilão da transmissão de Belo Monte", disse.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.