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Associação estima que País terá 90 milhões de passageiros por ano; filas nos aeroportos e caos aéreo tendem a piorar

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As filas nos aeroportos brasileiros e o caos aéreo tendem a piorar. O setor aéreo brasileiro registrou o segundo maior crescimento do mundo nos quatro primeiros meses do ano e o tráfego de passageiros no País deverá ser líder em expansão nos próximos três anos.

A Associação Internacional de Transportes ( Iata) estima que até 2014 o Brasil terá 90 milhões de passageiros por ano, 32% acima dos níveis atuais. Segundo o relatório da entidade com sede em Genebra, o tráfego de passageiros domésticos no Brasil dobrou em apenas cinco anos.

Só a Índia teve uma expansão mais rápida, com o seu setor aéreo triplicando. Na Ásia, a emergência da China e Índia compensaram uma queda de 20% nos voos aos Japão em 2011. No caso do Brasil, a expansão foi de 23,8% até o mês de abril, bem acima da média mundial de 16% de crescimento.

Os americanos continuarão sendo o maior mercado do mundo, com 671 milhões de passageiros domésticos e 215 milhões de passageiros em voos internacionais. Mas a expansão será mais forte justamente nos emergentes.

O relatório aponta o Brasil como o quarto maior mercado de passageiros domésticos até 2014, com 90 milhões, atrás de EUA, China (379 milhões) e Japão (102 milhões). O crescimento do Brasil será de pelo menos 10% ao ano, segundo a Iata. O total de passageiros domésticos saltará dos atuais 57 milhões por ano para 90 milhões em 2014.

Os números mostram que o Brasil não tem outra alternativa senão a de incrementar o número de aeroportos, pistas de pouso e modernizar seu setor aéreo.

A China será responsável pelo maior contingente de novos passageiros nos próximos três anos. Dos 800 milhões de passageiros a mais no mundo previstos até 2014, 214 milhões estarão associados à China. Serão 181 milhões em voos domésticos e 33 milhões em rotas internacionais.

No restante do mundo, a Iata estima que a indústria terá um ano de perdas, por causa do preço alto do petróleo. A cada US$ 1,00 de aumento do barril de petróleo, o setor é obrigado a gastar US$ 1,6 bilhão a mais por ano. Outro problema é a queda na demanda nos países ricos.

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