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Ele destacou a queda "muito forte" do emprego nessa área no Estado em Rondônia devido aos problemas em Jirau

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O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, admitiu nesta segunda-feira que o número de novos empregos formais de maio não foi tão robusto quanto o esperado por ele há um mês. "Alguns setores ainda não deram resultado esperado, como a construção civil", diagnosticou. Ele destacou a queda "muito forte" do emprego nessa área no Estado em Rondônia, por conta dos problemas no canteiro de obras da hidrelétrica de Jirau. "Isso pesa", resumiu.

Mesmo assim, ele continua a projetar crescimento desse setor nos próximos meses. O ministro também acredita numa evolução do mercado de trabalho no setor público, trazendo um quadro diferente do de 2010. Por conta das regras das eleições, enfatizou Lupi, o mercado de trabalho no âmbito federal, estadual e municipal tende a se comprimir. "Vai ser muito bom o resultado a partir de julho", previu.

Lupi comemorou hoje o resultado acumulado na geração de empregos no ano até maio, já descontadas as demissões no período, que chegou a 1.171.796 de vagas no País. "Atingimos hoje o primeiro milhão de empregos do governo Dilma Rousseff", destacou o ministro durante entrevista à imprensa.

Ele manteve a projeção de que, no ano, a criação de vagas com carteira assinada chegará a 3 milhões. "Vocês serão surpreendidos no segundo semestre", disse aos jornalistas que lembraram que o número acumulado nos cinco primeiros meses do ano em 2010 era maior (1.383.729 de vagas).

Mesmo com um número não tão robusto no mês passado, o ministro ressaltou que as contratações em maio foram a maior da história do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que teve início há 25 anos. O volume de admissões chegou a 1.912.665 no mês passado, enquanto os desligamentos em maio foram de 1.660.598, o segundo maior de todos os meses da série histórica.

Lupi previu que a geração de empregos em junho será melhor do que em maio. No mês passado ele apresentou o mesmo prognóstico, que acabou não ocorrendo. O ministro, no entanto, não admite falar em desaceleração dos dados ainda que, em relação a todas as bases de comparação, o número do mês passado tenha sido menor do que os demais. "Isso não é desaceleração. Chega a ser ofensa à inteligência dizer que o País está gerando menos emprego. Desaceleração é quando a diferença é muito grande", argumentou durante a entrevista à imprensa nesta tarde.

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