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RIO - O gerente executivo de engenharia da Petrobras, Pedro José Barusco Filho, afirmou que os custos de construção das plataformas no Brasil já fica "um pouco abaixo" dos preços do mercado internacional

. Barusco ressaltou que a P-57 foi construída com conteúdo local de 68%, dentro da média das plataformas fabricadas para a empresa, e destacou que, mesmo assim, não houve reflexos no preço da unidade, que saiu por US$ 1,2 bilhão. Segundo Barusco, o mercado nacional já consegue entregar equipamentos a preços menores do que os concorrentes externos, o que se refletirá nos preços da próximas unidades. "Para a P-58 e a P-62, que terão capacidade maior, já temos custos um pouco mais baixos. Cruzamos a barreira do custo internacional", disse Barusco. O gerente executivo frisou que a empresa recebeu seis propostas diferentes para a construção da P-58 e da P-62. Para essas unidades, já foram iniciadas as obras para conversão dos cascos, que estão em andamento em Cingapura, mesmo país onde foi convertido o casco da P-57, que será batizada amanhã em Angra dos Reis, no sul do Estado do Rio de Janeiro. "Fizemos a conversão dos cascos fora porque não tínhamos locais para fazer no Brasil. Não conseguimos fazer no Rio Grande e em Pernambuco", ponderou Barusco, acrescentando que a conversão no Brasil ficará mais fácil com a entrada em operação do estaleiro Inhaúma, arrendado pela Petrobras por 20 anos e que deverá começar a operar em seis meses. Para as duas unidades, já foram licitados os materiais críticos, enquanto os módulos de processamento e os módulos de integração estão em processo de licitação. (Rafael Rosas | Valor)

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