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Levantamento feito por aviões auxilia novos empreendedores a investir em mineração com menos riscos

O Brasil quer terminar em um prazo de dois anos o mapeamento aerofísico de toda a área relevante do país para mineração, o equivalente a 3,6 milhões de quilômetros quadrados ou 42% do território nacional.

Essa é a meta do novo presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Manoel Barreto da Rocha Neto, que toma posse hoje no Rio de Janeiro. Ele era diretor de geologia e recursos minerais da mesma entidade até ser conduzido à presidência pelo conselho do órgão ontem.

Segundo Barreto, o levantamento geofísico do país é fundamental para os empresários e empreendedores da mineração em geral poderem desenvolver seus investimentos no país. “É mais conhecimento e poder para investir melhor, nos lugares corretos", disse ele ao iG .

Atualmente, grandes empresas como a Vale e as mineradoras de Eike Batista investem onde possuem levantamento geológico detalhado das jazidas minerais, mas o levantamento geofísico pode auxiliar os primeiros investimentos em novos projetos. “Queremos permitir a entrada de novos empreendedores nesse negócio, com mais segurança”, diz Barreto.

Atualmente, o Brasil possui 58% de seu território já mapeado, mas trata-se de levantamentos antigos, feitos a partir de 1970, quando nem se tinha ainda o método de localização por GPS.

Desde 2002, a CPRM está atualizando o mapeamento do país e já possui 18,2% do território brasileiro mapeado sob esse novo modelo. Entre 2004 e 2010, a CPRM investiu US$ 141 milhões nesse serviço de mapeamento, que envolve pequenos aviões bimotores. Para este ano, o orçamento é de US$ 24,5 milhões.

O mapeamento atual é feito com métodos que detectam a intensidade magnética e a radioatividade do solo, o que é capaz de indicar informações básicas sobre sua composição para os mineradores. “São indícios geológicos da mineralização das regiões”, diz Barreto.

Contexto da mineração

A mineração é vista pelo governo federal com um potencial de crescimento enorme de produção, assim como ocorreu com o petróleo depois de derrubada a fronteira do pré-sal.

Por esse motivo, o governo deverá enviar ao Congresso em breve o projeto de um novo Código Mineral , e, também pelo mesmo motivo, o setor passou a ter seus cargos cada vez mais desejados entre os parlamentares.

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