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São Paulo, 15 out (EFE).- Brasil e Colômbia planificarão, a partir do primeiro trimestre de 2011, o projeto de cooperação energética com ênfase no setor de biocombustíveis, anunciaram hoje em São Paulo representantes de ambos os países.

São Paulo, 15 out (EFE).- Brasil e Colômbia planificarão, a partir do primeiro trimestre de 2011, o projeto de cooperação energética com ênfase no setor de biocombustíveis, anunciaram hoje em São Paulo representantes de ambos os países. O subsecretário-geral de energia e alta tecnologia do Itamaraty, André Matoso, indicou hoje na Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que Brasil e Colômbia poderão defender, a partir da assinatura do acordo, posições conjuntas nos fóruns internacionais de biocombustíveis. "O memorando de entendimento entre Brasil e Colômbia (assinado em setembro) será fundamental para essas ações conjuntas e para concretizar o acordo", destacou Matoso durante seu discurso no Seminário Internacional de Integração Energética Brasil-Colômbia. Os dois países são os principais produtores de cana-de-açúcar e de combustíveis alternativos a partir dessa matéria-prima na América do Sul. Para o coordenador do Grupo de Estudo do Setor Elétrico (Gesel), Nivalde de Castro, a integração energética entre os dois países não será física, pela distância, mas econômica. "A contribuição mútua de Brasil e Colômbia será fundamental para conter os problemas energéticos endêmicos da América Latina", apontou Castro, que destacou a regulamentação existente nos dois países para facilitar a expansão do setor. O Brasil tem acordos de cooperação energética com o Paraguai, em função da hidroelétrica binacional Itapú, e com a Bolívia, no setor de gás natural. O diretor de Energia do Ministério de Minas e Energia da Colômbia, Andrés Velásquez, destacou o potencial de integração no campo de biocombustíveis, mas reconheceu que poderia ser estudada uma linha de transmissão que passe pelo território peruano, para aproveitar a oferta de energia do país andino. Em 2009, o Brasil exportou à Colômbia cerca de US$ 1,5 milhão de derivados de petróleo e importou cerca US$ 182,4 milhões de produtos energéticos do petróleo e carvão mineral colombianos. EFE wgm/tf

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