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No ano passado, a instituição lançou um programa de R$ 1 bilhão para atender o setor; banco diz que "recursos não faltam"

Para 2011, a Ibis prevê a abertura de dez novos hotéis no País
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Para 2011, a Ibis prevê a abertura de dez novos hotéis no País
Os créditos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para hotéis e hospedagens que serão construídos ou reformados para a Copa do Mundo de 2014 deve dobrar para R$ 2 bilhões, segundo o superintendente do banco, Ricardo Ramos.

No ano passado, a instituição lançou um programa de R$ 1 bilhão para atender o setor hoteleiro. Segundo o Ramos, a demanda por recursos tem sido forte e o banco deve dobrar essa linha até o fim do ano.

Entre os projetos mais conhecidos já contemplados por recursos do banco estão o hotel Glória, que está sendo reformado pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista, e uma nova unidade da rede Ibis, também no Rio de Janeiro.

"Provavelmente vamos aumentar em mais R$ 1 bilhão. Recursos não faltam e a ampliação já está sendo solicitada. A nova linha também vai valer para novos empreendimentos e reformas", disse Ramos nesta sexta-feira a jornalistas.

"Com a aproximação da Copa é que a remodelação e a construção vão se acelerar. Temos muitas consultas."

Pelo programa, os projetos que são ambientalmente mais sustentáveis ganham prazos mais elásticos de financiamento e taxas de juros menores.

Olimpíadas

Também nos preparativos para as Olimpíadas de 2016, o Rio de Janeiro avalia como levantar outros recursos para obras.

Nesta sexta-feira, a secretária de Fazenda do Rio de Janeiro, Eduarda de La Roque, descartou temporariamente a idéia do município de obter recursos no mercado externo com a emissão de títulos batizados de "olimpic bonds".

A proposta do município era levantar no mercado US$ 2 bilhões para financiar obras nas áreas de habitação e de mobilidade urbana. Mas a emissão de títulos precisaria de anuência do governo federal, que teria que mexer na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A prefeitura ainda precisa financiar R$ 4 bilhões para viabilizar os investimentos.

"Não estamos autorizados a emitir bônus enquanto perdurar nossa dívida que vai até 2029 e isso está fora de cogitação", disse a secretaria.

"A gente mandou um pedido para a Fazenda e para o Tesouro, mas já há declarações do secretário Arno (Augustin) que é contra, porque tem que mexer na LRF. Concordo, porque do ponto de vista político é muito delicado, mas do ponto de vista econômico faria muito sentido."

O município espera reforçar a demanda pelos recursos assim que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles assumir o cargo de Autoridade Pública Olímpica.

"Vamos sentar com governo federal e estadual para saber como vamos financiar esses R$ 4 bilhões que faltam... Isso (emissão de bônus no exterior) por enquanto está descartado."

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