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De acordo com diretor do ONS, gasto deve ser de 8 pontos percentuais até novembro

Agência Estado

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, afirmou nesta quinta-feira que o desligamento das 34 térmicas a óleo combustível e diesel, equivalentes a 3,8 mil megawatts (MW) de capacidade instalada, levará ao consumo de, aproximadamente, 1,5 ponto porcentual ao mês do nível dos reservatórios das hidrelétricas.

-Veja também: governo manda desligar todas as térmicas a óleo diesel e combustível

"Até novembro, isso deve ser de 8 pontos porcentuais", afirmou Chipp, que participou de seminário promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com ele, a sugestão para desligar as térmicas a óleo combustível e a diesel partiu do ONS, durante a reunião realizada nesta quarta-feira (3) do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Chipp afirmou que essa sugestão considerou a favorável situação da hidrologia atualmente. "Temos de aproveitar o momento.

Usina Hidrelétrica de Itaipu, localizada no Rio Paraná, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai
Divulgação
Usina Hidrelétrica de Itaipu, localizada no Rio Paraná, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai

Agora, se a hidrologia reverter, voltam as térmicas", assegurou, ressaltando que uma possível retomada dessas usinas seria feita de forma gradual para não onerar de sobremaneira os consumidores.

O diretor-geral do ONS citou que a hidrologia favorável tem permitido, por exemplo, que o Sul do País não precise importar energia do Sudeste, como ocorria a até pouco tempo atrás. No curto prazo, as informações climáticas indicam que a situação favorável em termos de chuva no norte da Região Sul e no sul do Sudeste deve permanecer. "Num cenário de dois a três meses, fica mais difícil considerar isso", afirmou.

Chipp afirmou que, se a hidrologia melhorar, o governo pode desligar uma parte ou todas as térmicas a gás natural, que seguem em operação. O diretor-geral deixou claro que o ONS não abre mão de perseguir os níveis-meta estabelecidos para novembro, quando tem o início o período úmido (chuvas) - para o Sudeste, o marco a situação dos reservatórios é de 47% e para o Nordeste, 35%.

"Temos de olhar o nível-meta. Vamos perseguir isso e vamos sempre propor ao CMSE que gere um mix, de forma que as térmicas complementem para atingir o nível-meta", argumentou. Chipp disse que hoje o Nordeste é a região que mais preocupa em termos de nível de armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas.

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