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Desligamento de 34 usinas deve representar uma economia mensal de R$ 1,4 bilhão

Agência Estado

O governo vai desligar, a partir desta quinta-feira (4), todas as usinas térmicas movidas a óleo diesel e combustível que estão em funcionamento. O anúncio foi feito na tarde desta quarta (3) pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

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Em outubro, devido à escassez de chuvas e à queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas, todas essas usinas foram acionadas. Nos últimos meses, cinco foram desligadas. Amanhã, outras 34 serão desligadas, o que deve representar uma economia mensal de R$ 1,4 bilhão. O desligamento atinge 3,8 mil MW de potência.

"As chuvas vieram na medida das nossas expectativas. Os reservatórios estão cheios, com exceção do Nordeste, onde estamos com uma dificuldade pequena", disse o ministro.

Usina Hidrelétrica de Mauá, localizada no Paraná, tem uma capacidade instalada de 361 MW
Divulgação Usina Hidrelétrica de Mauá
Usina Hidrelétrica de Mauá, localizada no Paraná, tem uma capacidade instalada de 361 MW

Segundo Lobão, as bacias dos rios Uruguai, Paraná, Tietê e Iguaçu estão com um comportamento "excelente". "Em razão disso, resolvemos desligar todas as térmicas movidas a diesel e óleo."

O ministro declarou que somente as térmicas mais baratas, movidas a gás, biomassa, carvão e nuclear, continuarão ligadas. "As usinas que permanecem são as de custo mais baixo", completou.

"Se o regime de chuvas for adequado, não religaremos nenhuma", disse Lobão, advertindo que, em caso de necessidade, podem voltar a ser acionadas. Segundo ele, o custo de R$ 1,4 bilhão mensal representa mais de dois terços do total de gastos que o governo tem com as usinas térmicas.

"A ideia era manter as térmicas ligadas pelo tempo necessário, e julgamos que as térmicas mais caras não são mais necessárias. Temos segurança quanto ao abastecimento de energia elétrica no País. As hidrelétricas, junto com as térmicas mais baratas, darão conta."

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, afirmou que houve melhora das condições hidrológicas, principalmente nas Regiões Sul e Sudeste. "Estamos acompanhando e, se a melhoria continuar, podemos parar mais térmicas."