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Plano de incentivo a aeroportos menores já é visto como solução para Avianca, Azul e TAM aumentarem a rentabilidade no País

Brasil Econômico

A Azul já opera mais de cem voos regionais por meio da Trip Linhas Aéreas
Divulgação/Azul
A Azul já opera mais de cem voos regionais por meio da Trip Linhas Aéreas

Para tentar se sustentar num mercado que está crescendo em um ritmo mais lento, as companhias aéreas miram o interior do Brasil. Azul, Avianca e TAM já estudam operar em rotas regionais e assim aproveitar o projeto de fomento da aviação regional criado pelo governo federal, que prevê R$ 7,3 bilhões para adequar 270 aeroportos em pequenas e médias cidades.

A Azul, por exemplo, que já opera mais de cem voos regionais por meio da Trip Linhas Aéreas, já viu potencial em pelo menos cem aeroportos dos 270 do projeto do governo. “O plano de aviação regional precisa sair do papel. Estamos preocupados com o cronograma. Com o câmbio nesse patamar, o mercado precisa de alternativas para operar de forma saudável. Em 2012 já não tivemos um crescimento bom de demanda e esse ano não deve ser diferente”, disse o diretor de relações institucionais da Azul Linhas Aéreas, Victor Celestino. A companhia tem turboélices e jatos da Embraer em sua frota.

A TAM já olha para o interior como alternativa de crescimento no Brasil. O diretor de relações institucionais da companhia, Basílio Dias, disse que a empresa estuda a operação nesses novos aeroportos regionais. “Nascemos como uma empresa regional. Por isso, está em nosso DNA e queremos participar desse novo estímulo aos aeroportos menores,”, afirmou Dias.

Outra que olha para o interior com mais interesse é a Avianca. A companhia já encomendou 15 turboélices ATR e tem mais 35 opções de compra. Segundo o presidente da empresa, José Efromovich, a aviação regional está no radar da Avianca e que já está estudando o programa de incentivo aos aeroportos menores.

“É um mercado muito interessante, há demanda reprimida nessas cidades. Além dos ATR estamos conversando com outros fabricantes, como Bombardier e Mitsubishi”, disse Efromovich.
A Avianca está trocando os Foker por jatos da família A320. Hoje ela opera 34 aviões, sendo 12 Foker. “A ideia é substituir esses jatos em até um ano. Além disso, já estamos conversando com a Embraer para encomendar os novos jatos EJets que a fabricante vai colocar em operação em 2018. Esses E195 vão substituir os A318 que, naquele ano, já estarão mais antigos”, ressaltou o executivo.

Em 2018, aliás, a Avianca Brasil dará um salto maior. Segundo Efromovich, a companhia vai começar a operar voos de longo curso. “Já encomendamos 10 A350. Eles serão entregues a partir de 2018. Devemos ir para os Estados Unidos e Europa, ainda não está definido e nem pedimos a autorização na Anac. Mas, se avaliarmos que a operação internacional seja rentável antes de 2018, podemos antecipar”, adiantou ele.

A Gol, ao contrário das concorrentes, não olha tão de perto o plano de aviação regional. O vice-presidente de relações institucionais, Alberto Fajerman, disse que a empresa não vai mudar o perfil de sua frota para operar em aeroportos menores. “Se um aeroporto comportar o nosso avião, podemos operar, mas não é o nosso foco. Apoiamos a iniciativa do governo e esperamos que ele saia do papel, até porque podemos fazer a distribuição do passageiro que faz conexão em capitais”, disse ele.

Segundo estimativas do setor, o crescimento do mercado este ano deverá girar entre 3% a 4%. Nos anos anteriores a taxa de aumento da demanda era superior a 10%. Entre 2008 e 2009, as aéreas transportaram 25% a mais.

Sobre a compra da VEM, braço de manutenção da TAP, pela Embraer, a brasileira afirmou que tem interesse na operação e pode ser que participe da compra quando houver a licitação.

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