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655 projetos de geração de novas unidades foram inscritos. Os que oferecerem o menor preço de venda da energia terão os contratos firmados com início de suprimento em 2015

Agência Brasil

Parque Eólico de Aracati, no Ceará
Divulgação
Parque Eólico de Aracati, no Ceará

O leilão para contratação de energia eólica, marcado para 23 de agosto, tem 655 projetos de geração de novas unidades inscritos. O número é recorde no país e no mundo em concorrências envolvendo essa fonte, conforme informou hoje (11) a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O processo de cadastramento para o Leilão de Reserva 2013 foi encerrado também nesta terça-feira. Segundo a EPE, os projetos inscritos abrangem nove estados (Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), além de todos os das regiões Nordeste e do Sul do país. O total da capacidade instalada chega a 16.040 megawatts (mw).

O Leilão de Reserva 2013 é exclusivo para a fonte eólica e os empreendedores que oferecerem o menor preço de venda da energia terão os contratos firmados com início de suprimento em 1º de setembro de 2015 e prazo de 20 anos. A EPE ressalta que o leilão terá uma nova metodologia de cálculo da garantia física e o preço do lance servirá como critério de classificação.

“A regra que atrela a contratação de parques eólicos à garantia de conexão na rede de transmissão elimina o risco de os empreendimentos ficarem prontos e não terem como escoar a produção”, disse, em nota, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.

Ele explicou que o leilão vai aumentar o grau de confiabilidade da fonte eólica para o setor elétrico brasileiro a partir da introdução da regra que aumenta o rigor no cálculo da quantidade de energia que cada parque poderá negociar.

“No leilão de reserva deste ano, a energia negociável será calculada com base em um critério de pelo menos 90% de chance de a produção dos empreendimentos eólicos ser igual à quantidade vendida. Em outras palavras: haverá apenas 10% de probabilidade de o parque gerar menos energia do que o volume vendido no Leilão”, acrescentou Tolmasquim na nota.

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