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Área técnica da instituição destaca que, para evitar que a redução dos reservatórios atinja níveis críticos de risco, praticamente todas as termelétricas disponíveis já foram acionadas

Agência Estado

Os reservatórios das usinas hidrelétricas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste têm hoje apenas 29% de água retida, o pior nível desde 2000. O porcentual é inferior ao de novembro de 2001, ano do apagão, quando o nível estava em 32%. O alerta foi feito pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que considera alto o risco de desabastecimento de energia elétrica e de gás neste fim de ano e no início de 2013.

A Firjan enviou carta ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, pedindo esclarecimentos e a apresentação de medidas que possam garantir o fornecimento adequado de energia para a atividade industrial e o Brasil, mas ainda não teve resposta. O subsistema das Regiões Sudeste e Centro Oeste concentra 70% dos reservatórios do País.

A área técnica da instituição destaca que, para evitar que a redução dos reservatórios atinja níveis críticos de risco, praticamente todas as termelétricas disponíveis já foram acionadas. Assim, não há margem para um aumento significativo da geração térmica. A situação se agrava pelo fato de a previsão de chuvas no curto prazo estar abaixo da média histórica, o que pode reduzir ainda mais a capacidade dos reservatórios.

"Se houver qualquer falha, seja humana, técnica ou natural e uma usina parar de funcionar, não temos backup. Podemos ter desabastecimento e racionamento em algumas áreas", diz Cristiano Prado, gerente de competitividade industrial e investimentos da Firjan.

Segundo Prado, o nível de 29% é uma média mas há usinas em situação mais crítica, com 10% do reservatório. Diante desse quadro, será mais difícil administrar o período de seca em 2013. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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