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Empresário aprova medidas anunciadas pelo governo e sinaliza que pode tirar do papel projeto em Peruíbe, litoral Sul de São Paulo

Empresário Eike Batista ao lado do pai, Eliezer, no anúncio dos investimentos no setor portuário
Alan Sampaio / iG Brasília
Empresário Eike Batista ao lado do pai, Eliezer, no anúncio dos investimentos no setor portuário

O empresário Eike Batista, dono do grupo EBX, gostou do pacote de concessão de portos anunciados nesta quinta-feira (6) pela presidenta Dilma Rousseff, no valor de R$ 54,2 bilhões. “Esse pacote é música para mim. Estamos falando disso (facilitação da entrada do setor privado na área portuária) desde 2007, e encaixou direitinho no que estamos fazendo desde lá”, afirma.

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O executivo, que na última sexta-feira perdeu o posto de mais rico do Brasil para João Paulo Lemman, classificou o pacote como “uma alavanca extraordinária para reduzir o Custo Brasil.”. Eike sinalizou que o novo modelo no qual a iniciativa privada poderá solicitar áreas para construção de portos pode facilitar a implantação de seu Superporto Brasil em Peruíbe, litoral Sul de São Paulo. “Se o governo achar que é importante licitar, nos interessa. Temos esse projeto pronto na gaveta.” O empresário não quis revelar números, mas disse que o projeto “é de bilhão reais.”

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O terminal, segundo ele, deve ser menor que o Superporto do Açu,em São Joãoda Barra (RJ), que deve funcionar como uma plataforma de produção e exportação. Em Peruíbe, o porto de Eike servirá para escoamento de grãos e embarcação de gás natural. “O bom é que agora a gente pode provocar a licitação”.

O empresário afirmou ao iG que a construção de uma planta siderúrgica pela chinesa Wuhan não está descartada, embora a empresa tenha arquivado o projeto . “O projeto está licitado, pronto. Só falta a ferrovia e o gás natural chegarem para poder produzir”, afirmou.

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